quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Festa de Nossa Senhora Aparecida

O nosso seminário é consagrado a Nossa Senhora Aparecida, e por isso no dia 11 de outubro celebramos uma grande festa, que teve seu início com a oração das laudes e depois uma grande faxina, onde nós seminaristas já entrando no clima de festa e celebração preparamos todo nosso seminário para acolher nossos vizinhos e formadores de pastoral.

















Foi um dia muito produtivo, mesclado com trabalho e orações, depois de tudo pronto, ás 18h30 começamos a receber nossos convidados e demos início ao santo terço, e em seguida a procissão com a imagem de Nossa Senhora Aparecida e a Santa Missa, que foi presidida pelo nosso bispo diocesano Dom Luis Antônio Guedes.


Após ao término da Missa houve uma confraternização entre nós seminaristas e formadores, juntamente com nosso bispo e reitor. Foi um dia maravilhoso onde todos nós pudemos celebrar em comunidade a padroeira do Brasil e de nosso seminário.











terça-feira, 19 de outubro de 2010

Carta do Papa Bento XVI aos seminaristas

Carta de Bento XVI aos seminaristas

Queridos Seminaristas,

Em Dezembro de 1944, quando fui chamado para o serviço militar, o comandante de companhia perguntou a cada um de nós a profissão que sonhava ter no futuro. Respondi que queria tornar-me sacerdote católico. O subtenente replicou: Nesse caso, convém-lhe procurar outra coisa qualquer; na nova Alemanha, já não há necessidade de padres. Eu sabia que esta «nova Alemanha» estava já no fim e que, depois das enormes devastações causadas por aquela loucura no país, mais do que nunca haveria necessidade de sacerdotes. Hoje, a situação é completamente diversa; porém de vários modos, mesmo em nossos dias, muitos pensam que o sacerdócio católico não seja uma «profissão» do futuro, antes pertenceria já ao passado. Contrariando tais objecções e opiniões, vós, queridos amigos, decidistes-vos a entrar no Seminário, encaminhando-vos assim para o ministério sacerdotal na Igreja Católica. E fizestes bem, porque os homens sempre terão necessidade de Deus – mesmo na época do predomínio da técnica no mundo e da globalização –, do Deus que Se mostrou a nós em Jesus Cristo e nos reúne na Igreja universal, para aprender, com Ele e por meio d’Ele, a verdadeira vida e manter presentes e tornar eficazes os critérios da verdadeira humanidade. Sempre que o homem deixa de ter a noção de Deus, a vida torna-se vazia; tudo é insuficiente. Depois o homem busca refúgio na alienação ou na violência, ameaça esta que recai cada vez mais sobre a própria juventude. Deus vive; criou cada um de nós e, por conseguinte, conhece a todos. É tão grande que tem tempo para as nossas coisas mais insignificantes: «Até os cabelos da vossa cabeça estão contados». Deus vive, e precisa de homens que vivam para Ele e O levem aos outros. Sim, tem sentido tornar-se sacerdote: o mundo tem necessidade de sacerdotes, de pastores hoje, amanhã e sempre enquanto existir.

O Seminário é uma comunidade que caminha para o serviço sacerdotal. Nestas palavras, disse já algo de muito importante: uma pessoa não se torna sacerdote, sozinha. É necessária a «comunidade dos discípulos», o conjunto daqueles que querem servir a Igreja de todos. Com esta carta, quero evidenciar – olhando retrospectivamente também para o meu tempo de Seminário – alguns elementos importantes para o vosso caminho a fazer nestes anos.

1. Quem quer tornar-se sacerdote, deve ser sobretudo um «homem de Deus», como o apresenta São Paulo (1 Tm 6, 11). Para nós, Deus não é uma hipótese remota, não é um desconhecido que se retirou depois do «big-bang». Deus mostrou-Se em Jesus Cristo. No rosto de Jesus Cristo, vemos o rosto de Deus. Nas suas palavras, ouvimos o próprio Deus a falar connosco. Por isso, o elemento mais importante no caminho para o sacerdócio e ao longo de toda a vida sacerdotal é a relação pessoal com Deus em Jesus Cristo. O sacerdote não é o administrador de uma associação qualquer, cujo número de membros se procura manter e aumentar. É o mensageiro de Deus no meio dos homens; quer conduzir a Deus, e assim fazer crescer também a verdadeira comunhão dos homens entre si. Por isso, queridos amigos, é muito importante aprenderdes a viver em permanente contacto com Deus. Quando o Senhor fala de «orar sempre», naturalmente não pede para estarmos continuamente a rezar por palavras, mas para conservarmos sempre o contacto interior com Deus. Exercitar-se neste contacto é o sentido da nossa oração. Por isso, é importante que o dia comece e acabe com a oração; que escutemos Deus na leitura da Sagrada Escritura; que Lhe digamos os nossos desejos e as nossas esperanças, as nossas alegrias e sofrimentos, os nossos erros e o nosso agradecimento por cada coisa bela e boa, e que deste modo sempre O tenhamos diante dos nossos olhos como ponto de referência da nossa vida. Assim tornamo-nos sensíveis aos nossos erros e aprendemos a trabalhar para nos melhorarmos; mas tornamo-nos sensíveis também a tudo o que de belo e bom recebemos habitualmente cada dia, e assim cresce a gratidão. E, com a gratidão, cresce a alegria pelo facto de que Deus está perto de nós e podemos servi-Lo.

2. Para nós, Deus não é só uma palavra. Nos sacramentos, dá-Se pessoalmente a nós, através de elementos corporais. O centro da nossa relação com Deus e da configuração da nossa vida é a Eucaristia; celebrá-la com íntima participação e assim encontrar Cristo em pessoa deve ser o centro de todas as nossas jornadas. Para além do mais, São Cipriano interpretou a súplica do Evangelho «o pão nosso de cada dia nos dai hoje», dizendo que o pão «nosso», que, como cristãos, podemos receber na Igreja, é precisamente Jesus eucarístico. Por conseguinte, na referida súplica do Pai Nosso, pedimos que Ele nos conceda cada dia este pão «nosso»; que o mesmo seja sempre o alimento da nossa vida, que Cristo ressuscitado, que Se nos dá na Eucaristia, plasme verdadeiramente toda a nossa vida com o esplendor do seu amor divino. Para uma recta celebração eucarística, é necessário aprendermos também a conhecer, compreender e amar a liturgia da Igreja na sua forma concreta. Na liturgia, rezamos com os fiéis de todos os séculos; passado, presente e futuro encontram-se num único grande coro de oração. A partir do meu próprio caminho, posso afirmar que é entusiasmante aprender a compreender pouco a pouco como tudo isto foi crescendo, quanta experiência de fé há na estrutura da liturgia da Missa, quantas gerações a formaram rezando.

3. Importante é também o sacramento da Penitência. Ensina a olhar-me do ponto de vista de Deus e obriga-me a ser honesto comigo mesmo; leva-me à humildade. Uma vez o Cura d’Ars disse: Pensais que não tem sentido obter a absolvição hoje, sabendo entretanto que amanhã fareis de novo os mesmos pecados. Mas – assim disse ele – o próprio Deus neste momento esquece os vossos pecados de amanhã, para vos dar a sua graça hoje. Embora tenhamos de lutar continuamente contra os mesmos erros, é importante opor-se ao embrutecimento da alma, à indiferença que se resigna com o facto de sermos feitos assim. Na grata certeza de que Deus me perdoa sempre de novo, é importante continuar a caminhar, sem cair em escrúpulos mas também sem cair na indiferença, que já não me faria lutar pela santidade e o aperfeiçoamento. E, deixando-me perdoar, aprendo também a perdoar aos outros; reconhecendo a minha miséria, também me torno mais tolerante e compreensivo com as fraquezas do próximo.

4. Mantende em vós também a sensibilidade pela piedade popular, que, apesar de diversa em todas as culturas, é sempre também muito semelhante, porque, no fim de contas, o coração do homem é o mesmo. É certo que a piedade popular tende para a irracionalidade e, às vezes, talvez mesmo para a exterioridade. No entanto, excluí-la, é completamente errado. Através dela, a fé entrou no coração dos homens, tornou-se parte dos seus sentimentos, dos seus costumes, do seu sentir e viver comum. Por isso a piedade popular é um grande património da Igreja. A fé fez-se carne e sangue. Seguramente a piedade popular deve ser sempre purificada, referida ao centro, mas merece a nossa estima; de modo plenamente real, ela faz de nós mesmos «Povo de Deus».

5. O tempo no Seminário é também e sobretudo tempo de estudo. A fé cristã possui uma dimensão racional e intelectual, que lhe é essencial. Sem tal dimensão, a fé deixaria de ser ela mesma. Paulo fala de uma «norma da doutrina», à qual fomos entregues no Baptismo (Rm 6, 17). Todos vós conheceis a frase de São Pedro, considerada pelos teólogos medievais como a justificação para uma teologia elaborada racional e cientificamente: «Sempre prontos a responder (…) a todo aquele que vos perguntar "a razão" (logos) da vossa esperança» (1 Ped 3, 15). Adquirir a capacidade para dar tais respostas é uma das principais funções dos anos de Seminário. Tudo o que vos peço insistentemente é isto: Estudai com empenho! Fazei render os anos do estudo! Não vos arrependereis. É certo que muitas vezes as matérias de estudo parecem muito distantes da prática da vida cristã e do serviço pastoral. Mas é completamente errado pôr-se imediatamente e sempre a pergunta pragmática: Poderá isto servir-me no futuro? Terá utilidade prática, pastoral? É que não se trata apenas de aprender as coisas evidentemente úteis, mas de conhecer e compreender a estrutura interna da fé na sua totalidade, de modo que a mesma se torne resposta às questões dos homens, os quais, do ponto de vista exterior, mudam de geração em geração e todavia, no fundo, permanecem os mesmos. Por isso, é importante ultrapassar as questões volúveis do momento para se compreender as questões verdadeiras e próprias e, deste modo, perceber também as respostas como verdadeiras respostas. É importante conhecer a fundo e integralmente a Sagrada Escritura, na sua unidade de Antigo e Novo Testamento: a formação dos textos, a sua peculiaridade literária, a gradual composição dos mesmos até se formar o cânon dos livros sagrados, a unidade dinâmica interior que não se nota à superfície, mas é a única que dá a todos e cada um dos textos o seu pleno significado. É importante conhecer os Padres e os grandes Concílios, onde a Igreja assimilou, reflectindo e acreditando, as afirmações essenciais da Escritura. E poderia continuar assim: aquilo que designamos por dogmática é a compreensão dos diversos conteúdos da fé na sua unidade, mais ainda, na sua derradeira simplicidade, pois cada um dos detalhes, no fim de contas, é apenas explanação da fé no único Deus, que Se manifestou e continua a manifestar-Se a nós. Que é importante conhecer as questões essenciais da teologia moral e da doutrina social católica, não será preciso que vo-lo diga expressamente. Quão importante seja hoje a teologia ecuménica, conhecer as várias comunidade cristãs, é evidente; e o mesmo se diga da necessidade duma orientação fundamental sobre as grandes religiões e, não menos importante, sobre a filosofia: a compreensão daquele indagar e questionar humano ao qual a fé quer dar resposta. Mas aprendei também a compreender e – ouso dizer – a amar o direito canónico na sua necessidade intrínseca e nas formas da sua aplicação prática: uma sociedade sem direito seria uma sociedade desprovida de direitos. O direito é condição do amor. Agora não quero continuar o elenco, mas dizer-vos apenas e uma vez mais: Amai o estudo da teologia e segui-o com diligente sensibilidade para ancorardes a teologia à comunidade viva da Igreja, a qual, com a sua autoridade, não é um pólo oposto à ciência teológica, mas o seu pressuposto. Sem a Igreja que crê, a teologia deixa de ser ela própria e torna-se um conjunto de disciplinas diversas sem unidade interior.

6. Os anos no Seminário devem ser também um tempo de maturação humana. Para o sacerdote, que terá de acompanhar os outros ao longo do caminho da vida e até às portas da morte, é importante que ele mesmo tenha posto em justo equilíbrio coração e intelecto, razão e sentimento, corpo e alma, e que seja humanamente «íntegro». Por isso, a tradição cristã sempre associou às «virtudes teologais» as «virtudes cardeais», derivadas da experiência humana e da filosofia, e também em geral a sã tradição ética da humanidade. Di-lo, de maneira muito clara, Paulo aos Filipenses: «Quanto ao resto, irmãos, tudo o que é verdadeiro, nobre e justo, tudo o que é puro, amável e de boa reputação, tudo o que é virtude e digno de louvor, isto deveis ter no pensamento» (4, 8). Faz parte deste contexto também a integração da sexualidade no conjunto da personalidade. A sexualidade é um dom do Criador, mas também uma função que tem a ver com o desenvolvimento do próprio ser humano. Quando não é integrada na pessoa, a sexualidade torna-se banal e ao mesmo tempo destrutiva. Vemos isto, hoje, em muitos exemplos da nossa sociedade. Recentemente, tivemos de constatar com grande mágoa que sacerdotes desfiguraram o seu ministério, abusando sexualmente de crianças e adolescentes. Em vez de levar as pessoas a uma humanidade madura e servir-lhes de exemplo, com os seus abusos provocaram devastações, pelas quais sentimos profunda pena e desgosto. Por causa de tudo isto, pode ter-se levantado em muitos, e talvez mesmo em vós próprios, esta questão: se é bom fazer-se sacerdote, se o caminho do celibato é sensato como vida humana. Mas o abuso, que há que reprovar profundamente, não pode desacreditar a missão sacerdotal, que permanece grande e pura. Graças a Deus, todos conhecemos sacerdotes convincentes, plasmados pela sua fé, que testemunham que, neste estado e precisamente na vida celibatária, é possível chegar a uma humanidade autêntica, pura e madura. Entretanto o sucedido deve tornar-nos mais vigilantes e solícitos, levando precisamente a interrogarmo-nos cuidadosamente a nós mesmos diante de Deus ao longo do caminho rumo ao sacerdócio, para compreender se este constitui a sua vontade para mim. É função dos padres confessores e dos vossos superiores acompanhar-vos e ajudar-vos neste percurso de discernimento. É um elemento essencial do vosso caminho praticar as virtudes humanas fundamentais, mantendo o olhar fixo em Deus que Se manifestou em Cristo, e deixar-se incessantemente purificar por Ele.

7. Hoje os princípios da vocação sacerdotal são mais variados e distintos do que nos anos passados. Muitas vezes a decisão para o sacerdócio desponta nas experiências de uma profissão secular já assumida. Frequentemente cresce nas comunidades, especialmente nos movimentos, que favorecem um encontro comunitário com Cristo e a sua Igreja, uma experiência espiritual e a alegria no serviço da fé. A decisão amadurece também em encontros muito pessoais com a grandeza e a miséria do ser humano. Deste modo os candidatos ao sacerdócio vivem muitas vezes em continentes espirituais completamente diversos; poderá ser difícil reconhecer os elementos comuns do futuro mandato e do seu itinerário espiritual. Por isso mesmo, o Seminário é importante como comunidade em caminho que está acima das várias formas de espiritualidade. Os movimentos são uma realidade magnífica; sabeis quanto os aprecio e amo como dom do Espírito Santo à Igreja. Mas devem ser avaliados segundo o modo como todos se abrem à realidade católica comum, à vida da única e comum Igreja de Cristo que permanece uma só em toda a sua variedade. O Seminário é o período em que aprendeis um com o outro e um do outro. Na convivência, por vezes talvez difícil, deveis aprender a generosidade e a tolerância não só suportando-vos mutuamente, mas também enriquecendo-vos um ao outro, de modo que cada um possa contribuir com os seus dotes peculiares para o conjunto, enquanto todos servem a mesma Igreja, o mesmo Senhor. Esta escola da tolerância, antes do aceitar-se e compreender-se na unidade do Corpo de Cristo, faz parte dos elementos importantes dos anos de Seminário.

Queridos seminaristas! Com estas linhas, quis mostrar-vos quanto penso em vós precisamente nestes tempos difíceis e quanto estou unido convosco na oração. Rezai também por mim, para que possa desempenhar bem o meu serviço, enquanto o Senhor quiser. Confio o vosso caminho de preparação para o sacerdócio à protecção materna de Maria Santíssima, cuja casa foi escola de bem e de graça. A todos vos abençoe Deus omnipotente Pai, Filho e Espírito Santo.

Vaticano, 18 de Outubro – Festa de São Lucas, Evangelista – do ano 2010.

Vosso no Senhor

BENEDICTUS PP. XVI



quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Passeio da casa de formação - Nossa Senhora Aparecida

Tivémos a graça, de ralizar um passeio para a praia de Itanhaém, entre os dias 04,05 e 06 de setembro, onde nós seminaristas pudemos desfrutar das belezas naturais desta praia e também aproveitar para realizar um momento mais intenso de convívio entre nós irmãos.

Os dias se seguiram com uma programação muito boa, a onde nós pudemos nos divertir mas também rezarmos, e com isso tudo realizarmos um grande passeio; infelizmente o tempo não colaborou e por isso tivemos que retornar mais cedo.


A experiência foi ótima e só temos que agradecer a Deus por tudo!

Segue abaixo algumas fotos deste passeio:









Missa no Propedêutico - Pe. Élcio

Recebemos na última semana o Padre Élcio Barros, pároco da paróquia São Pedro Fourier (forania Campo Limpo). Ele é o formador dos propedeutas Rodrigo Santos e Marcos, além dos seminaristas de filosofia e teologia David e Renato, respectivamente.
 da esq. pra dir.: Marcos, Pe. Élcio e Rodrigo

A liturgia do dia nos propunha o Evangelho que fala de Marta e Maria, as duas irmãs que acolhem o Senhor em sua casa, mas que têm diante dEle ações diferentes. O padre ressaltou que é um erro condenar Marta por seus cuidados e preocupações com a casa, e que em momento algum o evangelista ou o próprio Cristo dizem que ela estivesse errada, o texto diz somente que Maria havia escolhido a melhor parte. Na verdade ambas as partes são necessárias e importantes, ouvir o Senhor e trabalhar para ele. Assim, Marta estava certa em querer acolher Jesus da melhor forma e por isso se dedicar a arrumação, o seu erro está, na verdade, em não o fazer com amor sincero. O erro está no fato dela se incomodar com a postura da irmã, apenas nisso. 
Da mesma forma nós cristãos, e sobretudo nós seminaristas, devemos avaliar o amor que dedicamos às nossas tarefas. É preciso discernir os momentos em que devemos parar para ouvir o Senhor, para comtemplá-lO, mas também é preciso trabalhar pela contrução do reino, ou como diria São Bento: "Ora et labora" (reza e trabalha!)e sem se incomodar com as opções de nossos irmãos. Cada um terá na vida os seus momentos de Marta e de Maria, e deve vivê-los com total entrega e sem falsas preocupações com o outro.
Neste mesmo dia, tínhamos a memória facultativa de São Benedito, o Negro, que o Padre Élcio fez questão de celebrar por se tratar de um santo dotado de grande humildade e exemplo de servo. São Benedito, que era franciscano eremita, foi por obediência às Santa Igreja viver num mosteiro, lá ele exerceu diversas funções, chegando a ser superior da casa ele retornou depois para o trabalho da cozinha, com humildade e sem "egos feridos".





Terminada a Santa Missa, jantou conosco e falou entre outras coisas sobre o seus trabalhos pelo país. Para quem não sabe o Padre Élcio é design de interiores, já tendo projetado muitas paróquias, incluse a São Pedro Fourier, onde exerce seu ministério. Insistiu no fato de que as igrejas (os templos) não devem ser espaços litúrgicos somente na hora das missas, mas a todo instante devem ser locais que convidem à oração e a arte sacra pode contribuir muito para isso.
É preciso criatividade para evangelizar, isto em todos os aspectos: no falar, na pintura da igreja, em tudo - claro que à criatividade deve sempre se aliar o bom senso.
Ao Pe. Élcio nosso agradecimento, pela atenção e pelo tempo que a nós se disponibilizou. Saiba que as portas estão sempre abertas! E conte é claro com nossas orações, como também contamos com as suas. Muito Obrigado!
Que o Senhor sempre o fortaleça em seu ministério e te permita crescer cada dia mais na fé e caridade, até que chegue à estatura de Cristo (Ef 4,13). E que o Santo Espírito suscite sempre no seu coração a criatividade para exercer o seu ministério!

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Formação bíblica para os Seminaristas da casa Nossa Senhora Aparecida

São Paulo, 01 de outubro de 2010

Tivemos a graça, na abertura do mês missionário, de receber em nossa casa de formação o Pe. Odair, pároco da paróquia Maria Mãe dos caminhantes, Forania Itapecerica da Serra - SP.

O Padre com mestrado na Sagradas Escrituras, veio ao nosso encontro para nos falar a repeito do livro de Jonas, pode então assim demonstrar todo o contexto deste livro maravilhoso; foi uma manhã muito boa onde nós seminaristas pudemos partilhar e aprender muito com este livro.


Logo após ao término da formação, o padre celebrou para nós o santo Sacrifício da Missa, e em sua homilia pode também contar um pouco de sua história vocacional.

Queremos assim agradecer o padre Odair pelo seu sim a Deus, e que o mesmo continue abençoando o seu ministério!


Segue abaixo as fotos desta formação e também da Santa Missa:







quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Aniversários Setembro!

Neste mês, aqui no propedêutico, sopraram as velinhas:

Genei, do Santuário São José Operário, que no dia 09 de setembro completou seus 28 anos;

Neuza, que trabalha na lavanderia do Seminário São José (de segunda à quarta) e no Propedêutico Sagrada Família (de quinta e sexta);

e também o Rafael, da Paróquia Santo Antônio (Taboão), que no dia 17 completou seus 20 anos.

Parabéns a todos, e que sob a proteção Maternal da Santíssima Virgem vocês possam continuar a crescer em sabedoria e graça, diante de Deus e dos homens. Felicidades!

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Encontro discute organização e atuação do Conselho Missionário do Seminário, no Regional Sul 1

A Comissão Missionária de Seminaristas do Regional Sul 1 da CNBB (São Paulo), se reuniu no último dia 6, no Seminário de Teologia da arquidiocese de Campinas (SP). Em pauta, a organização e atuação do Conselho Missionário do Seminário (Comise), que teve como assessor o padre André Luiz de Negreiros, das Pontifícias Obras Missionárias (POM), de Brasília.


Durante a reunião, os seminaristas conheceram a organização e atuação do Conselho. “O Comise já existe e atua muito bem em algumas dioceses, e precisa se espalhar por todo o Brasil”, disse padre André. Por fim, o assessor orientou os participantes para uma verdadeira articulação sobre a Formação Missionária de Seminaristas (Formise).

O arcebispo da arquidiocese de Campinas, dom Bruno Gamberini, esteve presente na reunião e acentuou a importância do testemunho e do trabalho missionário. "Essa pequena semente dá grande esperança no coração da gente. Derramar o sangue por Cristo é um sentido grandioso de um autêntico espírito missionário. O que falta é uma conscientização missionária para que possa mudar nosso coração”, sublinhou.

Na ocasião foi lida também uma mensagem do bispo de Jundiaí (SP) dom Vicente Costa, responsável pelo Conselho Missionário Regional. “Peço-lhes também para estarem sempre em plena comunhão com seus bispos e formadores e que sejam sempre dispostos a irem “à outra margem” (cf. Lc 5,4), a fim de que todos tenham a alegria de experimentar o grande dom que o Senhor nos proporcionou quando nos chamou para sermos discípulos missionários do seu Reino”, disse dom Vicente.

O seminarista da diocese de Marília (SP), Diego Luiz Carvalho de Souza, que participou da reunião, comentou a importância desse encontro. "Para mim foi um grande e importante momento para a Igreja do nosso Regional, pois diz São Paulo: Pregar o Evangelho é um dever. Fazendo uma opção preferencial pela missão podemos colocar em prática a centralidade da pregação de Jesus".

O Conselho voltará a reunir-se no dia 12 de fevereiro do próximo ano, na diocese de São José dos Campos (SP).

Importância dos Seminários na Igreja

 “Depois, subiu ao monte e chamou os que ele quis. E foram a ele. Designou doze dentre eles para ficar em sua companhia. Ele os enviaria a pregar, com o poder de expulsar os demônios.” (Mc 3, 13-15)

Os seminários, na diocese, se identificam como o monte sobre o qual Jesus chamou os Apóstolos para o seguirem. Com o auxílio de diversas pessoas, especialmente daqueles que trabalham no SAV - Serviço de Animação Vocacional – os jovens chamados vão até Jesus no monte que é o Seminário e aí ficam em sua companhia por alguns anos. Como são importantes os Seminários numa diocese! Ali, os jovens têm a oportunidade de concluírem sua formação acadêmica - alguns ainda no ensino fundamental e médio - e aperfeiçoarem-se em sua formação integral. Posso dizer, com toda a certeza, que se não fossem os Seminários, muitos, dos que já são presbíteros, não teriam tido a oportunidade de desenvolver sua vocação sacerdotal. Chamados ao ministério presbiteral, no Seminário Menor ou no Maior, os seminaristas têm um ambiente favorável para aprofundarem e aperfeiçoarem aquilo que o Senhor iniciou em seu coração desde a mais tenra idade.

Juntamente com seus colegas, os seminaristas ficam em companhia de Jesus no período de permanência no Seminário. E ali, diariamente, por meio dos formadores, vão sendo instruídos e acompanhados vocacionalmente, da mesma forma que os Apóstolos eram acompanhados por Jesus. Durante o tempo de seminário, recebem uma sólida formação, especialmente nas dimensões humana, espiritual e intelectual.

Na dimensão humana, aprendem que “os padres precisam ser gente”, pessoas saudáveis, com uma personalidade humana capaz de facilitar aos outros, o encontro com Jesus Cristo Redentor. Ajudados pelos formadores, especialmente pelo Reitor e Diretor Espiritual, cultivam uma série de qualidades humanas, necessárias à vida sacerdotal, tais como: a educação para o amor à verdade, a lealdade, o respeito a cada pessoa, o sentido da justiça, a fidelidade à palavra dada, a verdadeira compaixão, a coerência... Na convivência com os formadores, professores e colegas, cultivando relações humanas de serena amizade e de profunda fraternidade, paulatinamente vão crescendo no amor vivo e pessoal a Jesus Cristo, Bom Pastor. Esta experiência os fortalece para que mais tarde possam assumir com liberdade e humildade a vida celibatária, tão necessária para o exercício pleno da vida sacerdotal.

Na dimensão espiritual, graças ao testemunho dos formadores que, amavelmente, acompanham os seminaristas no desenvolvimento de sua vocação, o tempo vivido no Seminário é um tempo precioso quando desenvolvem uma relação de comunhão e de amizade profunda com o Senhor. Busca-se essa amizade com Jesus por meio da fiel meditação da Palavra de Deus - a Lectio Divina - pela participação ativa dos mistérios sacrossantos da Igreja, sobretudo da Eucaristia; como também, através das orações da Liturgia das Horas, das adorações ao Santíssimo Sacramento, do santo Rosário que diariamente nos leva a amar sempre mais a Santíssima Virgem Maria - mãe de Jesus e modelo para todos os sacerdotes - da Direção Espiritual, da Confissão frequente, dos Retiros Espirituais, das conversas com os formadores, das Leituras Espirituais... Tudo isso ajuda os seminaristas a viverem em íntima comunhão e familiaridade com Deus Pai, e a buscar, com perseverança, uma amizade íntima com Jesus, com quem se configuram através da ordenação presbiteral.

Na dimensão intelectual, a vida no Seminário estimula os jovens candidatos ao sacerdócio a estudar e dá suporte para que perseverem nos estudos. Cada um é motivado firmemente a apreender os conteúdos lecionados. A formação intelectual é de suma importância em vista do ministério pastoral do presbítero chamado a enfrentar os desafios da nova evangelização. Por isso, devem estudar e aproveitar o máximo do tempo para aprimorar seus conhecimentos.

Sem uma experiência de vida no Seminário, não há condições de se ter uma formação que prepare bem - e integralmente - os jovens chamados à vida sacerdotal, sobretudo nos dias atuais quando o mundo nos atrai para satisfazermos somente nossas necessidades puramente terrenas.

“Sem dúvida, os seminários e as casas de formação constituem um lugar privilegiado - escola e casa - para a formação de discípulos e missionários. O tempo da primeira formação é uma etapa onde os futuros presbíteros compartilham a vida, a exemplo da comunidade apostólica ao redor do Cristo ressuscitado: oram juntos, celebram uma mesma liturgia que culmina com a Eucaristia, a partir da Palavra de Deus recebem os ensinamentos que vão iluminando sua mente e modelando seu coração para o exercício da caridade fraterna e da justiça, prestam serviços pastorais periodicamente a diversas comunidades, preparando-se assim para viver uma sólida espiritualidade de comunhão com Cristo Pastor e docilidade à ação do Espírito Santo, convertendo-se em sinal pessoal e atrativo de Cristo no mundo, segundo o caminho de santidade próprio do ministério sacerdotal.” (Aparecida, 316)

Tenhamos um grande amor aos nossos seminários e uma profunda gratidão pelos que ali trabalharam ou continuam trabalhando. Deus é fiel. Ele realiza sua obra com todos os que, de coração aberto e com humildade, se colocam ao seu serviço. Agradeçamos a ele pelas maravilhas que realiza na Igreja através dos seminários!

Mesmo que muitos tenham passado por eles e não tenham chegado ao sacerdócio, tenho certeza de que alí receberam uma excelente formação e que, hoje, estão na sociedade servindo o próximo de diversas formas. Os seminários estão a serviço da Igreja e da sociedade.

Dom Celso Antônio Marchiori



quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Missa no Propedêutico - Padre Junior

Recebemos ontem a visita do Pe. Nilton Ficone, mais conhecido como Pe. Junior. Ele é pároco da paróquia Santo Antônio (Taboão), e é também o formador dos seminaristas Rafael (propedêutico) e Willian (1º ano de filosofia).

Agradecendo o convite, disse que era muito bom estar nessa casa, onde ele também foi formado. Voltar aqui é como um reavivar da vocação, afinal ele esteve aqui como Diácono e também depois de ordenado sacerdote, como vice-reitor.

Na Missa, celebrando a Exaltaçao da Santa Cruz, falou da importância de amarmos a Cruz e de nos mantermos unidos à ela. Pela dor e pelo sofrimento da Cruz o Cristo nos resgatou e nos deu a salvação, é também vivenciando a nossa cruz de cada dia que nos aperfeiçoaremos e cresceremos na fé, para o encontro pleno com Cristo.
Muito simpático, jantou conosco e falou-nos, entre outras coisas, de sua paróquia, dos trabalhos e projetos.
Padre Junior, muito obrigado pela visita, pela atenção e pela simpatia. Que o Senhor o fortaleça a cada dia em sua vocação e em seu ministério. Conte sempre com nossas orações!

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Missa no Propedêutico - Pe. Fabio Sandoval

Recebemos essa semana o Padre Fabio, que é administrador da Paróquia Nossa Senhora Aparecida I - Monte Kemel, na forania Morumbi. O Padre Fábio é também o formador do propedeuta Wallace.

Agradecendo o convite, disse que se alegrava de poder celebrar conosco. Falou que aqui se encontram as esperanças de nossa Igreja, que somos o futuro dela.
Comentando o Evangelho (Lc 4,31-37), disse que não é somente um homem possuído que deve ser libertado, mas é também a humanidade que precisa se liertar de toda influência exercida pelo mal em nossas vidas. Ao fim almoçou conosco.

Agradecemos ao Padre Fabio Sandoval por ter aceito nosso convite e agradecemos a Deus pela vocação e pelo ministério do Padre Fabio. Que Deus o acompanhe e lhe dê sempre força em seus caminhar.