terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Visita ao CDP de Itapecerica

No dia 7 de dezembro nós, seminaristas da Diocese, estivemos no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Itapecerica da Serra - SP juntamente com os agentes da Pastoral Carcerária da Diocese de Campo Limpo. Este dia foi escolhido pela Pastoral  para que juntos, todos levassemos a Palavra de Deus a todos encarcerados deste centro. Foram convidados alguns padres, para garantir que em todos os raios houvesse a possibilidade da celebração de Missas com a participação de todos. Nos raios em que não foi possível a presença de um padre, houve, mesmo assim, a Celebração da Palavra com a distribuição da Eucaristia.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

A coroa do Advento


Estamos num tempo forte da Liturgia, tempo de penitência, tempo de esperança, tempo preparação. ADVENTO.
Muitos de nós estamos empenhados em preparar bem esse tempo. E dentro dessa preparação não pode faltar a coroa do Advento, que sendo bem trabalhada dará todo um sentido, facilitando a compreensão desse tempo.

Para quem está preparando ou está meio sem ideias de como preparar, na apresentação a seguir estão algumas boas dicas. Aproveitem.

O missionário seminarista


Por Dom Pedro Brito, Arcebispo de Palmas - TO. Os Seminários no Brasil estão em fase de conclusão de suas atividades formativas: contando os dias para o encerramento do ano acadêmico e fechando as portas para balanço. Só se ouve falar de conclusão de cursos, monografias, formaturas, ordenações, desistências, estágios pastorais, avaliação, planejamento, reformas, construções, mudanças de equipes, e de férias, sobretudo. Ao mesmo tempo, já começam a formatação do Projeto de Formação para o próximo ano. De uma coisa, contudo, não podemos ficar indiferentes ou dar por descontada: as experiências missionárias, pedagogicamente programados e acompanhados, para o período das férias.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Encontro de Bispos e formadores sobre formação missionária

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Primeiro encontro de Bispos e formadores sobre a experiência missionária dos seminaristas

Por: CNBB - Nos dias 10 e 11 de novembro do corrente ano, estiveram reunidos no CCM, em Brasília, alguns bispos e formadores do Brasil para tratarem da experiência missionária dos seminaristas.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Futuros sacerdotes: formação missionária

Igreja do Brasil vai priorizar a formação missionária dos futuros sacerdotes

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POR:CNBB/POM  “Aprofundar a formação pastoral missionária dos futuros presbíteros”. Este foi o objetivo da reunião dos bispos presidentes das Comissões Episcopais Pastorais para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial da CNBB, Dom Sérgio Arthur Braschi; dos Ministérios Ordenados e Vida Consagrada, Dom Pedro Brito; da Comissão para a Amazônia, cujo presidente é o cardeal arcebispo emérito de São Paulo (SP), Dom Cláudio Hummes, mas que teve a participação do membro da Comissão, Dom Moacyr Grechi e da direção das Pontifícias Obras Missionárias (POM) e do Centro Cultural Missionário (CCM).

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Seminaristas recebem Ministério de Leitor


Aos doze de outubro de 2011, na solenidade de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, na Catedral Sagrada Família, da Diocese de Campo Limpo, foram instituídos no Ministério de Leitor, os seminaristas, Antonio, Marcelo, Renato, Rodrigo, Welder, Wellington e William.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Curso de Lectio Divina

Entre os dias 04 e 08 de julho de 2011, no Centro Redentorista de Espiritualidade (CERESP) – Seminário Santo Afonso – em Aparecida, foi realizado o Curso de Lectio Divina – Nível II, promovido pela OSIB (Organização dos Seminários e Institutos do Brasil). O curso foi destinado aos seminaristas, tanto estudantes da Filosofia como da Teologia, e contou com a participação de cerca de 60 seminaristas de diversas dioceses e congregações religiosas do Brasil. O curso foi ministrado pelo padre Fidel Oñoro, cjm, sacerdote eudista e diretor do CEBIPAL (Centro Bíblico Pastoral para a América Latina) do CELAM.

Homilia do Papa Bento XVI - Missa com os Seminaristas


VIAGEM APOSTÓLICA A MADRID 
POR OCASIÃO DA XXVI JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE 



SANTA MISSA COM OS SEMINARISTAS
HOMILIA DO PAPA BENTO XVI

Catedral de Santa Maria la Real de la Almudena di Madrid
Sábado, 20 de Agosto de 2011
  
Senhor Cardeal Arcebispo de Madrid,
Queridos Irmãos no Episcopado,
Queridos sacerdotes e religiosos,
Queridos reitores e formadores,
Queridos seminaristas,
Meus amigos!


Sinto uma profunda alegria ao celebrar a Santa Missa para todos vós, que aspirais a ser sacerdotes de Cristo para o serviço da Igreja e dos homens, e agradeço as amáveis palavras de saudação com que me acolhestes. Hoje esta Catedral de Santa Maria a Real da Almudena lembra um imenso cenáculo onde o Senhor desejou ardentemente celebrar a Sua Pascoa com todos vós que um dia desejais presidir em seu nome os mistérios da salvação. Vendo-vos, comprovo de novo como Cristo continua chamando jovens discípulos para fazer deles seus apóstolos, permanecendo assim viva a missão da Igreja e a oferta do evangelho ao mundo. Como seminaristas, estais a caminho para uma meta santa: ser continuadores da missão que Cristo recebeu do Pai. Chamados por Ele, seguistes a sua voz; e, atraídos pelo seu olhar amoroso, avançais para o ministério sagrado. Ponde os vossos olhos n’Ele, que, pela sua encarnação, é o revelador supremo de Deus ao mundo e, pela sua ressurreição, é a fiel realização da sua promessa. Dai-Lhe graças por este sinal de predilecção que reserva para cada um de vós.

A primeira leitura que escutámos mostra-nos Cristo como o novo e definitivo sacerdote, que fez uma oferta total da sua existência. A antífona do salmo aplica-se perfeitamente a Ele, quando, ao entrar no mundo, Se dirigiu a seu Pai dizendo: «Eis-me aqui para fazer a tua vontade» (cf. Sal 39, 8-9). Procurava agradar-Lhe em tudo: ao falar e ao agir, percorrendo os caminhos ou acolhendo os pecadores. A sua vida foi um serviço, e a sua dedicação abnegada uma intercessão perene, colocando-Se em nome de todos diante do Pai com Primogénito de muitos irmãos. O autor da Carta aos Hebreus afirma que, através desta entrega, nos tornou perfeitos para sempre, a nós que estávamos chamados a participar da sua filiação (cf. Heb 10, 14). 

A Eucaristia, de cuja instituição nos fala o evangelho proclamado (cf. Lc 22, 14-20), é a expressão real dessa entrega incondicional de Jesus por todos, incluindo aqueles que O entregavam: entrega do seu corpo e sangue para a vida dos homens e para a remissão dos pecados. O sangue, sinal da vida, foi-nos dado por Deus como aliança, a fim de podermos inserir a força da sua vida onde reina a morte por causa do nosso pecado, e assim destruí-lo. O corpo rasgado e o sangue derramado de Cristo, isto é, a sua liberdade sacrificada, converteram-se, através dos sinais eucarísticos, na nova fonte da liberdade redimida dos homens. N’Ele temos a promessa duma redenção definitiva e a esperança segura dos bens futuros. Por Cristo, sabemos que não estamos caminhando para o abismo, para o silêncio do nada ou da morte, mas seguindo para a terra prometida, para Ele que é nossa meta e também nosso princípio.

Queridos amigos, vos preparais para ser apóstolos com Cristo e como Cristo, para ser companheiros de viagem e servidores dos homens.

Como haveis de viver estes anos de preparação? Em primeiro lugar, devem ser anos de silêncio interior, de oração permanente, de estudo constante e de progressiva inserção nas actividades e estruturas pastorais da Igreja. Igreja, que é comunidade e instituição, família e missão, criação de Cristo pelo seu Espírito Santo e simultaneamente resultado de quanto a configuramos com a nossa santidade e com os nossos pecados. Assim o quis Deus, que não se incomoda de tomar pobres e pecadores para fazer deles seus amigos e instrumentos para redenção do género humano. A santidade da Igreja é, antes de mais nada, a santidade objectiva da própria pessoa de Cristo, do seu evangelho e dos seus sacramentos, a santidade daquela força do alto que a anima e impele. Nós devemos ser santos para não gerar uma contradição entre o sinal que somos e a realidade que queremos significar.

Meditai bem este mistério da Igreja, vivendo os anos da vossa formação com profunda alegria, em atitude de docilidade, de lucidez e de radical fidelidade evangélica, bem como numa amorosa relação com o tempo e as pessoas no meio de quem viveis. É que ninguém escolhe o contexto nem os destinatários da sua missão. Cada época tem os seus problemas, mas Deus dá em cada tempo a graça oportuna para os assumir e superar com amor e realismo. Por isso, em toda e qualquer circunstância em que se encontre e por mais dura que esta seja, o sacerdote tem de frutificar em toda a espécie de boas obras, conservando sempre vivas no seu íntimo aquelas palavras do dia da sua Ordenação com que se lhe exortava a configurar a sua vida com o mistério da cruz do Senhor.

Configurar-se com Cristo comporta, queridos seminaristas, identificar-se sempre mais com Aquele que por nós Se fez servo, sacerdote e vítima. Na realidade, configurar-se com Ele é a tarefa em que o sacerdote há-de gastar toda a sua vida. Já sabemos que nos ultrapassa e não a conseguiremos cumprir plenamente, mas, como diz São Paulo, corremos para a meta esperando alcançá-la (cf. Flp 3, 12-14).
Mas Cristo, Sumo Sacerdote, é igualmente o Bom Pastor, que cuida das suas ovelhas até ao ponto de dar a vida por elas (cf. Jo 10, 11). Para imitar nisto também o Senhor, o vosso corações tem de ir amadurecendo no Seminário, colocando-se totalmente à disposição do Mestre. Dom do Espírito Santo, esta disponibilidade é que inspira a decisão de viver o celibato pelo Reino dos céus, o desprendimento dos bens da terra, a austeridade de vida e a obediência sincera e sem dissimulação.

Pedi-Lhe, pois, que vos conceda imitá-Lo na sua caridade até ao fim para com todos, sem excluir os afastados e pecadores, de tal forma que, com a vossa ajuda, se convertam e voltem ao bom caminho. Pedi-Lhe que vos ensine a aproximar-vos dos enfermos e dos pobres, com simplicidade e generosidade. Afrontai este desafio sem complexos nem mediocridade, mas antes como uma forma estupenda de realizar a vida humana na gratuidade e no serviço, sendo testemunhas de Deus feito homem, mensageiros da dignidade altíssima da pessoa humana e, consequentemente, seus defensores incondicionais. Apoiados no seu amor, não vos deixeis amedrontar por um ambiente onde se pretende excluir Deus e no qual os principais critérios por que se rege a existência são, frequentemente, o poder, o ter ou o prazer. Pode acontecer que vos desprezem, como se costuma fazer com quem aponta metas mais altas ou desmascara os ídolos diante dos quais muito se prostram hoje. Será então que uma vida profundamente radicada em Cristo se revele realmente como uma novidade, atraindo com vigor a quantos verdadeiramente procuram Deus, a verdade e a justiça.

Animados pelos vossos formadores, abri a vossa alma à luz do Senhor para ver se este caminho, que requer coragem e autenticidade, é o vosso, avançando para o sacerdócio só se estiverdes firmemente persuadidos de que Deus vos chama para ser seus ministros e plenamente decididos a exercê-lo obedecendo às disposições da Igreja.

Com esta confiança, aprendei d’Aquele que Se definiu a Si mesmo como manso e humilde de coração, despojando-vos para isso de todo o desejo mundano, de modo que não busqueis o vosso próprio interesse, mas edifiqueis, com a vossa conduta, aos vossos irmãos, como fez o santo padroeiro do clero secular espanhol São João de Ávila. Animados pelo seu exemplo, olhai sobretudo para a Virgem Maria, Mãe dos sacerdotes. Ela saberá forjar a vossa alma segundo o modelo de Cristo, seu divino Filho, e vos ensinará incessantemente a guardar os bens que Ele adquiriu no Calvário para a salvação do mundo. Amém.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Mês Vocacional

Caros amigos
O mês de agosto é um mês muito importante para nós católicos e sobretudo para a Pastoral Vocacional e os vocacionados.
Estamos postando quatro textos importantes para a compreenção do sentido vocacional.
Vejam a seguir.


Dom Benedicto de Ulhoa Vieira
Arcebispo Emérito de Uberaba - MG
Em todas as profissões e postos de comando, existem no correr da história figuras notáveis ou pelo talento ou pela ação ou, até mesmo pelo escondimento. Exemplos notáveis não faltam na Igreja de quem se notabilizaram ou felizmente pela inteligência, pela ação evangelizadora ou, até mesmo pela simplicidade e humildade de suas vidas.
Ao celebrar a festa litúrgica de São João Maria Vianney, pároco exemplar na história, não muito distante no tempo, da Igreja, somos – os padres – convidados a contemplar a vida operosa, dedicada e sublimada deste nobre e conhecido clérigo da Igreja da França.
É ele constituído pelo Papa, como modelo luminoso de quem, fiel a sua sublime vocação tornou-se em todos os assuntos a figura modelar de um verdadeiro pároco, que na paróquia assume como que o posto de pai exemplar de todas as famílias.
Não é difícil na vida atual da Igreja encontrar sacerdotes silenciosos, humildes e dedicados que no seu zelo pastoral são luzes bem claras da ação do sacerdote. Homens de oração, portanto de união íntima com Deus, de dedicação sacrificada ao bem dos irmãos, do desprendimento das coisas materiais, sabem viver integralmente em união mística como o fundador da Igreja: Jesus Cristo. Não fica difícil lembrar a figura do Cura D’Ars como modelo e protótipo do verdadeiro ministro de Deus.
Como prova da aceitação do céu à vida exemplar deste humilde sacerdote francês, seu corpo não foi consumido pela terra e se encontra perfeitamente íntegro em seu oratório silencioso e glorioso no altar lateral da igreja paroquial de Ars, na França. Tem-se a impressão de o Santo ter deixado a terra minutos antes.
Tive a felicidade de celebrar a missa neste altar, com o cálice que era de seu uso diário no tempo de sua vida terrena. Além disso, sente-se um clima de sobrenatural beleza diante daquele humilde altar em que o corpo de São João Maria Vianney se vê intacto como se estivera vivo.
A festa do dia 4 de agosto em homenagem a São João Maria Vianney traz à mente de todos os sacerdotes do mundo o cuidadoso zelo pelas suas obrigações pastorais, pela sua dedicação ao povo de Deus e pela sua união mística com o Senhor do céu.
É este o santo que a Igreja apresenta como modelo para o padre diocesano: viver na oração, dedicar-se exclusivamente aos que dele precisam e respirar um clima sobrenatural do contínuo contato com Deus pela vida contemplativa.
São João Maria Vianney atrai, pela sua vida, os que na aspiração sobrenatural do sacerdócio guardam no coração o desejo sincero de viver na simplicidade os fulgores da vivencia amorosa com Deus. A festa de São João Maria Vianney é um humilde e eloquente convite a todos os párocos para gozarem no dia a dia do seu sacerdócio – que é eterno – as belezas místicas que emanam do exemplo luminoso da vida deste protetor que a Igreja nos apresenta como modelo exemplar da vida pastoral de nossas paróquias.


Ter, 02 de Agosto de 2011 21:02 por: cnbb

Cardeal Raymundo Damasceno Assis
Arcebispo de Aparecida, SP

Estamos no mês de agosto, um mês muito rico para a nossa vida em geral. É rico para a nossa vida familiar porque comemoramos o Dia dos Pais e temos a Semana da Família. É rico para a vida eclesial, pois temos grandes solenidades como a Transfiguração do Senhor, a Assunção de Nossa Senhora e Nossa Senhora Rainha. Celebramos grandes nomes da Igreja como Santo Afonso, fundador dos Missionários Redentoristas que cuidam da nossa Basílica Nacional de Nossa Senhora Aparecida, São Lourenço, padroeiro dos diáconos, Santa Clara, tão querida do nosso povo, Santa Rosa de Lima, padroeira da América Latina e que nos recorda a missão continental, o martírio de São João Batista, Santa Mônica, mãe de Santo Agostinho, a quem recordamos pelo amor ao seu filho e suas lágrimas pela sua conversão.
Recordo, ainda, o grande São João Maria Vianney, o Cura d’Ars. Ele é o padroeiro dos nossos padres e sua memória é a grande motivação para que o mês de agosto seja o mês Vocacional.

Neste mês, pensamos na vocação dos leigos e leigas,  chamados a servir ao Reino de Deus através da sua índole secular, ou seja, sendo fermento na massa, sal da terra e luz do mundo em todos os ambientes em que vivem, ou seja, ambiente familiar, escolar, social, profissional, eclesial, no lazer, etc. Pelo testemunho dos leigos e leigas, muitas pessoas são motivadas a crer  em Jesus Cristo, que nos leva à conversão e à  participação  na comunidade eclesial e na ação evangelizadora da Igreja,  como discípulos e missionários.

Refletimos também sobre a vocação religiosa, a vocação daquelas pessoas que procuram seguir Jesus e à Igreja pela vivência dos conselhos evangélicos: obediência, pobreza e castidade,  na vida comunitária e no serviço a Deus e aos irmãos e irmãs, através da missão específica da ordem ou da congregação religiosa.

Gostaria de pedir a sua atenção  para a vocação sacerdotal. Todos nós sabemos da necessidade e da falta que temos de padres no nosso país, não apenas nas áreas missionárias mais distantes da nossa pátria, mas também,  nas grandes cidades que crescem assustadoramente e o número de padres não acompanha este crescimento, com graves consequências para o povo de Deus, como a dificuldade para a participação na vida da Igreja, em especial nos sacramentos, a falta de acompanhamento espiritual e a pouca presença da Igreja nas grandes e graves questões que marcam a nossa época. Precisamos rezar, e rezar muito, para que tenhamos mais padres, e também para que os nossos padres sejam cada vez mais santos, fiéis a Jesus  Cristo que os chama,  e à missão que lhes é confiada.

Que pela intercessão de Nossa Senhora Aparecida, nossa Mãe e Padroeira, imploremos ao seu divino Filho muitas vocações para a Igreja  e, principalmente, muitos padres santos e preparados, para que o Evangelho seja anunciado, as pessoas se convertam, o mal seja vencido e o Reino de Deus cresça  no coração e no meio dos homens.



Qua, 03 de Agosto de 2011 09:23 por: cnbb

Dom Paulo Mendes Peixoto
Bispo de São José do Rio Preto - SP
Na história concreta de existência das pessoas, um dado fundamental que as identifica é o seu estado natural de vida, a escolha que cada uma faz e assume na expectativa da felicidade. Dizemos e chamamos a isto de vocação, ou realização pessoal.
Nem sempre podemos dizer que uma profissão seja propriamente uma vocação. Muitas pessoas realizam aquilo que não coincide com o que gostariam de fazer. Seria uma vocação errada, ou falta de oportunidade para exercer realmente o que gostaria?
Na verdade, fazemos bem alguma coisa quando temos vocação para tal. Vocação tem a ver com a intensidade com que fazemos algo e a felicidade que daí podemos conseguir. Portanto, a medida da vocação está na amplitude da felicidade vivenciada.
O termo “vocação” vem da palavra latina “vocare”, que quer dizer chamar. No contexto cristão dizemos que o vocacionado é uma pessoa que sentiu em si a vontade de Deus. É uma inclinação interna, que supõe um seguimento, uma resposta concreta de ação e vida.
Não é difícil ver quem realmente é vocacionado. As suas ações são fecundas e benéficas para os outros. Ele põe vida no que faz e se identifica com sua ação. Caminha firme, sem medo e sem vacilar, porque está seguro da própria identidade e missão.
No mês de agosto destacamos alguns tipos de vocações, todas elas identificadas com algum trabalho dedicado ao povo. Falamos da vocação sacerdotal, vocação dos pais, dos religiosos e religiosas, dos leigos e leigas cristãos, entre eles, os catequistas.
São muitos os vocacionados na sociedade, cada um dentro de seus objetivos de vida concreta e com oportunidade de fazer o bem na construção de um mundo melhor e mais saudável para todos. Importa colocar essas qualidades naturais para render e dar frutos.
Essa identidade de vida deve ser descoberta por cada pessoa. Além da descoberta, é uma escolha que supõe muita atenção, principalmente na adolescência e juventude. Havendo um erro, ele pode ser prejudicial e trazer consequências indesejáveis, prejudicando e dificultando um futuro feliz.


Qui, 04 de Agosto de 2011 09:23 por: cnbb

Dom Pedro José Conti
Bispo de Macapá - AP
Depois de quinze anos, transcorridos em duríssimas penitências, num lugar totalmente isolado, um homem tinha conseguido, finalmente, caminhar em cima das águas. Cheio de orgulho e satisfação quis comunicar a façanha ao seu mestre e lhe disse:
- Mestre, depois de quinze anos, finalmente, consegui o poder de caminhar sobre as águas!
- O mestre o olhou de soslaio e depois perguntou:
- E você não se envergonha com isso? O que você conseguiu não vale nada. Qualquer um pode atravessar o rio pagando cinqüenta centavos ao barqueiro. E você gastou quinze anos para conseguir tal resultado!
Como sempre espero que a historinha sirva para entender melhor a página do evangelho deste domingo. Escutando que Jesus caminhou em cima das águas para alcançar a barca onde estavam os discípulos, somos tentados a considerar somente o fato milagroso. Contudo sabemos que não é esta a finalidade dos Evangelhos. A maravilha que os gestos de Jesus suscitam sempre nos deve conduzir a algo mais. Nesse caso, a mensagem é evidente: Jesus nunca abandona os seus amigos. Até os obstáculos naturais como a água, o vento e as ondas não conseguem deter a presença viva e atuante do seu amor. Pedro quer experimentar essa presença, para ter certeza que Jesus não é um fantasma e que confiar nele não é ilusão.  Assim, com os olhos fixos no Senhor para ir ao seu encontro, ele consegue o que parecia impossível. No entanto quando percebe a força do vento e o frio da madrugada, desvia o seu olhar, fica com medo, e começa a afundar. É fácil entender o que o evangelho quer nos dizer: devemos vencer as incertezas e as dúvidas, acreditar firmemente, confiando mais na força da oração e da súplica “Senhor, salva-me!” do que em algum evento fora do comum que, por ventura, possa vir a acontecer.
O segredo da barca de Pedro – a barca dos discípulos e da Igreja toda que continua atravessando o mar e a penumbra da história humana– está na força da fé. Cantamos tantas vezes: “Segura na mão de Deus e vai...”, mas ainda duvidamos e sempre vale para todos nós a reprovação de Jesus a Pedro: “Homem fraco na fé, por que duvidaste?”. O verdadeiro extraordinário não consiste, portanto, em caminhar sobre as águas – que podemos entender como um sinal – mas na firmeza em sempre confiar no Senhor, nas circunstâncias favoráveis e também no meio dos ventos contrários, que querem nos afastar do Senhor e assim deixar de segurar sempre na mão dele.
Neste mês de agosto, somos convidados a refletir e a rezar pelas vocações. A vida de todos nós é um dom que recebemos gratuitamente e, por isso, também um chamado a gastar bem o tempo precioso que nos é dado. De maneira especial, neste domingo, rezamos pelas vocações sacerdotais. Ao mesmo tempo, podemos e devemos agradecer a todos os padres que procuram viver na melhor maneira possível a missão que lhes foi entregue.
Na vida de todo padre existem momentos inesquecíveis: o chamado e a resposta, a ordenação, a alegria e a responsabilidade de poder servir ao povo a ele confiado. Contudo os anos passam. A rotina, as incompreensões, as dificuldades com o povo, com os outros padres, com o bispo, podem gerar o desânimo e a desvalorização do próprio ministério. Nessa situação, o perigo é ver o ser padre como uma profissão qualquer. As outras profissões parecem mais promissoras, mais compensadoras em termos humanos e financeiros. Também se a medida da vida humana é o sucesso, surgem no coração do padre a incerteza sobre o próprio futuro e a insegurança se será lembrado ou não. Numa sociedade onde o que vale mais são as aparências e o estar no centro das atenções, o trabalho da evangelização, realizado na maioria das vezes com pessoas humildes, em lugares afastados e nas periferias, parece pouco atrativo. Em geral, o medo de não ser valorizado pelos outros como o nosso orgulho gostaria, faz surgir o desejo de aparecer, de ser considerado importante ou indispensável. Por causa disso, pode acontecer que o padre seja tentado de dedicar tempo e energias a outras atividades que, no entender dele, poderão lhe proporcionar mais satisfação e prestigio. O serviço do padre é uma missão, deve passar por dificuldades e perseguições como o próprio Senhor Jesus passou. Quem ama o seu ministério sacerdotal deve se preparar a ser o grão de trigo que, caído na terra, precisa morrer para produzir fruto. O “sucesso” na vida do padre deve ser comparado somente com o sucesso de Jesus Cristo e não com as estrelas que os interesses humanos criam. O segredo do padre sempre será colocar a sua mão na mão do Senhor, segurando-a, sem medo, com humildade e com perseverança. Conseguir fazer isso a vida inteira é o verdadeiro “milagre” que parece impossível a quem não crê. Peço esse milagre ao Senhor para mim e para todos os padres da nossa Diocese.










 

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Seminaristas em Missão

O Seminário em Missão

De 3 a 9 de julho, nós, seminaristas da Diocese de Campo Limpo realizamos uma missão evangelizadora na Paróquia Santa Paulina, localizada no município de Embu das Artes. Esta missão contou com a participação de 27 seminaristas da diocese. 

A matriz da Paróquia Santa Paulina foi o local onde nos reunimos no dia 3, - domingo, dia de São Pedro e São Paulo – para dar início às atividades da semana de missão evangelizadora. O pároco padre Alessandro Masoletto presidiu a Santa Missa, concelebrada pelos reitores padre Juarês Martins e padre Lidionor Sampaio , além do padre Douglas Wallas, vigário da paróquia Santa Terezinha de Embu-Guaçu que se dispôs a participar da semana missionária.  Espiritualmente fortalecidos pela Eucaristia, ao final da Missa fomos acolhidos pelas famílias que se ofereceram para hospedar os seminaristas ao longo da semana. 

Todos os dias nossas atividades começavam com a oração da manhã; em seguida saíamos pelas ruas, casa por casa, visitando as famílias e comércios situados na comunidade que estávamos naquele dia. Ao meio dia, o almoço: além de refazer nossas energias, também foi momento de compartilhar as experiências vividas durante as visitas. Ao longo da tarde mais visitas e mais experiências que podíamos oferecer na Missa todos os dias, esta celebrada no início da noite com a participação da comunidade e de muitas pessoas que haviam sido visitadas durante o dia. Padre Juarês aguardava na igreja pessoas que necessitavam de algum atendimento ou eventualmente visitava algum enfermo. Após a Missa retornávamos às famílias que nos hospedavam e também com elas partilhamos as nossas experiências.
Localizada no bairro Itatuba, a comunidade Matriz, Santa Paulina, foi a primeira onde realizamos a missão evangelizadora. E lá os seminaristas puderam ter, logo na parte da manhã, uma mostra das dificuldades que encontrariam pela frente e que são próprias da missão, quer onde ela aconteça: pessoas que não atendem apesar de estarem em casa, outras que recebem mal, mesmo sendo católicos. Além disso, encontramos muitos católicos afastados, que há anos não freqüentam a Igreja por falta de interesse.

Terça-feira nosso destino foi a comunidade Sagrado Coração de Jesus, no bairro Ressaca, onde nos deparamos com uma situação interessante e animadora. Muitos de nós, ao batermos nas casas, nos deparávamos com pessoas que aguardavam a nossa visita ansiosamente. Não era à toa: boa parte dessas pessoas freqüentam assiduamente esta comunidade, marcada justamente pela boa participação dos moradores da região. Encontramos ainda muitas famílias recém chegadas ao bairro e que mostraram interesse em participar da paróquia.

Diferente dos dias anteriores, quarta-feira nos dividimos em dois grupos. Um grupo foi para a comunidade Santa Rita, enquanto a outra parte se dirigiu à comunidade São Pedro. Ambas as comunidades estão em regiões com características rurais, com sítios e chácaras. Portanto a distância entre as casas é bem maior do que nas comunidades anteriores. Ao lado das chácaras e sítios de pessoas abastadas, encontramos pessoas simples desprovidas de bens que hoje são comuns nos centros urbanos: telefone fixo, televisão e transporte público. Para chegar ao ponto de ônibus mais próximo é preciso andar 3,5 quilômetros, segundo relato de uma moradora. Alguns jovens dali têm encontrado apenas nas drogas alguma “distração”.

Na quinta-feira nossa missão avançou para a comunidade Sagrada Família, no convento das Irmãs Franciscanas de Bonlanden. Esta região é caracterizada pelo cultivo de flores e plantas em propriedades de grande área. Isto significou percorrer longas distâncias para encontrar poucas pessoas, muitas delas nada dispostas a ouvir a Palavra de Deus. Há a presença forte de japoneses, a ponto de haver uma missa em japonês, uma vez ao mês, na comunidade. Esta região está bem servida: além da comunidade Sagrada Família, os moradores contam com a presença da Cela São José - Mosteiro São Geraldo - e da comunidade Santa Isabel, pertencente à paróquia vizinha.

Sexta-feira foi a vez da sexta e última comunidade da paróquia, a Nossa Senhora de Fátima, localizada no Caputera. Logo de início ficamos surpresos pela recepção da comunidade; pessoas engajadas que se colocaram a nos ajudar nas visitas, indicando as ruas, tornando a missão mais eficiente. Nesta região pudemos visitar muitas casas e famílias. Por muitos seminaristas esta foi considerada uma das comunidades em que a missão mais deu frutos.

O sábado foi marcado por muitas atividades. Conhecemos a Casa de Acolhida Santa Paulina, administrada pela Cáritas. Lá são recebidos jovens menores de 18 anos em situação de vulnerabilidade social, encaminhados pelo Conselho Tutelar de Embu. Em seguida houve uma reunião de avaliação, onde relatamos ao padre Alessandro as impressões, alegrias, dificuldades e desafios que encontramos na paróquia ao longo da semana. Ao final do dia, por fim, Dom Luiz Antônio Guedes presidiu a Missa em ação de graças pela missão realizada  na paróquia. A paróquia estava em festa: era dia de Santa Paulina e momento de agradecer a Deus pelas sementes da Palavra de Deus que foram lançadas em cada lar e em cada coração que recebeu a visita missionária nesta semana. E, evidentemente, pedir que Deus, a seu tempo faça tais sementes germinarem e darem frutos.

Pudemos perceber mais diretamente a gravidade dos desafios que nós, enquanto Igreja, temos pela frente. A missão, mesmo aos mais próximos, se faz cada vez mais necessária. Quanta surpresa causamos em muitos que jamais imaginavam receber a visita de católicos. Houve quem perguntasse se não éramos de alguma igreja evangélica ou se estávamos pedindo dinheiro. Há também as surpresas boas: muito me impressionou o ar de contentamento em que uma senhora exclamou ao final da visita a sua casa: “Estou muito contente, pois hoje a Igreja visitou a minha casa!”.

Ao final desta missão, nós seminaristas concordamos que mais do que oferecer algo às pessoas, nós saímos beneficiados desta missão pela valorosa experiência que enriqueceu nossa formação. Estamos imensamente agradecidos pela acolhida proporcionada pela paróquia Santa Paulina em todas as suas comunidades, a cada uma das famílias que nos hospedou e também ao padre Alessandro Masoletto. Que Deus abençoe a todos. 

 Sem. Rodrigo Antonio da Silva















sexta-feira, 13 de maio de 2011

Pastoral Vocacional

                          ENCONTROS VOCACIONAIS

A proposta da Pastoral Vocacional da Diocese de Campo limpo, para esse ano de 2011 é fazer  11 encontros vocacionais, seguindo um esquema proposto pelo Frei Carlos Mesters.

Em Fevereiro já refletimos sobre A RAIZ DA NOSSA VOCAÇÃO. Em Março já refletimos sobre AS RESISTENCIAS À VOCAÇÃO.  Em Abril já refletimos sobre JUVENTUDE E VOCAÇÃO E

E agora em Maio, no domingo dia 22, às 15 horas,  refletiremos sobre o tema: IMAGEM DE DEUS NA CABEÇA E DESCOBERTA DA VOCAÇÃO. O Conteúdo desse encontro será apresentado pela Irmã Terezinha Cotta .

Você jovem,  que deseja descobrir qual o projeto de Deus para a sua vida, venha participar conosco. O encontro acontece na Rua Conrado de Deo, 120 . Este local fica em frente a Catedral Sagrada Família .
O encontro está sendo preparado como muito carinho. Aguardamos você .

segunda-feira, 18 de abril de 2011

ENCONTROS VOCACIONAIS

A proposta da Pastoral Vocacional da Diocese de Campo limpo, para esse ano de 2011 é fazer 11 encontros vocacionais, seguindo um esquema proposto pelo Frei Carlos Mesters.


Em Fevereiro já refletimos sobre A RAIZ DA NOSSA VOCAÇÃO. Em Março já refletimos sobre AS RESISTENCIAS À VOCAÇÃO.
E agora em abril, no próximo domingo dia 24, às 15 horas, refletiremos sobre JUVENTUDE E VOCAÇÃO.

Você jovem, que deseja descobrir qual o projeto de Deus para a sua vida, venha participar conosco. O encontro acontece na Rua Conrado de Deo, 120 . Este local fica em frente a Catedral Sagrada Família .
O encontro está sendo preparado como muito carinho. Aguardamos você .

terça-feira, 12 de abril de 2011

A IDENTIDADE MISSIONÁRIA DO PRESBÍTERO NA IGREJA, COMO DIMENSÃO INTRÍNSECA DO EXERCÍCIO DOS TRIA MUNERA

 
A IDENTIDADE MISSIONÁRIA DO PRESBÍTERO NA IGREJA, COMO DIMENSÃO INTRÍNSECA  DO  EXERCÍCIO DOS TRIA MUNERA
                                
Carta circular
         Apresentamos a seguir um resumo  desta Carta.

Entre os dias 16 e 18 de março de 2009 foi convocada uma plenária da Congregação para o Clero com intuito de refletir sobre o tema: A identidade missionária do presbítero na Igreja como dimensão intrínseca do exercício dos tria munera”. Mesmo sendo uma simples coincidência de datas, não é sem significado que Bento XVI escolheu dar a notícia de um Ano Sacerdotal – celebrado em toda a Igreja de 19 de Junho de 2009 a 19 de Junho de 2010 – no contexto do discurso inaugural desta assembleia.
Bento XVI recorda que não apenas a Igreja, mas também – e exatamente porque intrinsecamente ligado a ela – o ministério sacerdotal é missionário.  O argumento, como é fácil reconhecer, toca pontos nevrálgicos da eclesiologia. A missionariedade pertence à natureza própria da Igreja, como aparece já no decreto conciliar Ad Gentes, onde se lê que “a Igreja durante a sua peregrinação sobre a terra é por sua natureza missionária” (AG. § 2). A missão, portanto, não pertence tanto às ações da Igreja, mas à sua intima constituição, ou seja, não pertence àquilo que a Igreja faz, mas àquilo que a Igreja é. Em outras palavras, ela “é chamada, por sua natureza, a sair de si mesma dirigindo-se ao mundo”.
A missionaridade e a universalidade são elementos constitutivos da vida e ministério de Jesus e, por conseguinte, de todo cristão segundo sua vocação pessoal que, em virtude do batismo e da confirmação, possui o dever de confessar publicamente a fé.
Para o ministro ordenado, a missionaridade não é uma confissão pública mais intensa. Ele é um ser-para-a-Igreja configurado sacramentalmente ao Cristo Pastor, Sacerdote e Cabeça. O ministério sagrado exige uma adesão à apostólica vivendi forma, uma ‘vida nova’, um novo ‘estilo de vida’ completamente comprometido com a missão da Igreja – prolongamento no mundo e na história da missão de Cristo. Portanto, mesmo inserido numa Igreja Particular, a missão do sacerdote, ela é universal.
Este ‘estilo de vida’ provoca uma tensão para a perfeição moral e espiritual da qual depende, em grande parte, a eficácia do ministério ordenado. Deus é a única riqueza que os homens desejam encontrar em um sacerdote. Portanto, segundo o Papa, “parece urgente a recuperação da consciência que impele os sacerdotes a estar presentes e ser identificáveis e reconhecíveis quer pelo juízo da fé, quer pelas virtudes pessoais, quer também pelo hábito eclesiástico, nos âmbitos da cultura e da caridade, desde sempre no coração e da missão da Igreja”.
A missão do presbítero se identifica e se realiza na Igreja. Ela é ‘eclesial’, ‘comunial’, ‘hierárquica’ e ‘doutrinal’.  A missão é ‘eclesial’ “porque ninguém se anuncia nem se leva a si mesmo,  mas, dentro e através da própria humanidade, cada sacerdote deve estar bem consciente de levar Outro, o próprio Deus ao mundo”. É ‘comunial’, nem tanto pelas instâncias visíveis de comunhão, mas porque deriva “da intimidade divina em que o sacerdote é chamado a ser perito”.  “as dimensões hierárquica e doutrinal sugerem que se confirmem a importância da disciplina (este termo liga-se a discípulos) eclesiástica e da formação doutrinal”, em continuidade com a Tradição ininterrupta da Igreja.
No que concerne à especificidade e potestade do ministério sacerdotal, é o próprio Cristo quem constitui seus ministros. Não são simplesmente delegados pela comunidade. Logo, sua missão é a mesma confiada aos Apóstolos – configuração sacramental ao Cristo Pastor, Sacerdote e Cabeça – daí deriva o exercício dos tria munera: múnus docendi, múnus sanctificandi e múnus regendi.
O documento fruto da plenária ressalta que a urgência missionária hodierna exige uma renovada práxis dos presbíteros, dirigida não somente à missão ad gentes, mas à porção do rebanho supostamente evangelizado que pouco  conhece de Jesus Cristo. Insiste de forma contundente que o futuro da Igreja depende dessa ação. É principalmente nas paróquias que os presbíteros, enquanto colaboradores dos bispos, têm responsabilidade “pastoral direta com o acontecimento transformador e redentor que se realiza no cotidiano da sociedade”. 
A singularidade crítica do contexto histórico exige da Igreja, sem desvalorizar o trabalho de congregações missionárias e o frutuoso trabalho de sacerdotes fidei Donum – padres diocesanos que vivem seu ministério nas chamadas terras de missão – uma grande concentração de esforços no que a Encíclica Redemptoris missio chama de missão ad intra. “As Igrejas de antiga tradição cristã (...) não podem ser missionárias dos não cristãos de outros países e continentes, se não se preocuparem seriamente com os não cristãos da própria casa: a atividade missionária ‘ad intra’ é sinal de autenticidade e de estímulo para realizar a outra ad extra, e vice-versa” (RM § 34).
A última parte do documento dá indicações concretas do exercício dos tria munera no tocante à identidade missionária do presbítero.
Múnus docendi: todo exercício do múnus docendi, o dever e a potestade do sacerdote, por excelência o bispo e em sua colaboração o presbítero, de pastorear e ensinar em comunhão e em nome da Igreja, deve tender a Eucaristia.
Neste sentido, o querigma tem importância central. Os presbíteros que exercem seu ministério nas paróquias não devem apenas acolher e evangelizar os que o procuram. É imperativo que busquem, como dito anteriormente, os batizados não praticantes e aqueles que pouco ou nada conhecem de Jesus Cristo. Não devem “deixá-los indefesos (ou seja, privados de capacidade crítica) diante da doutrinação que muitas vezes lhes vem de espaços como a escola, a televisão, a imprensa, a internet e, às vezes, até das cátedras universitárias e do mundo do espetáculo” que às vezes os afastam sistematicamente da verdade ensinada por Nosso Senhor.
Múnus Sanctificandi: Sabe-se que a Eucaristia é o ponto de chegada da missão. “O múnus sanctificandi está ligado à capacidade de transmitir um sentido vivo do sobrenatural e do sagrado, que fascine e conduza a uma real experiência de Deus”. A proclamação da Palavra nas assembleias litúrgicas e “a própria celebração dos sacramentos, bela, condiga e devota, respeitando todas as normas litúrgicas, transformam-se numa evangelização muito especial para os fieis presentes”. É feita uma exortação aos sacerdotes a serem solícitos no sacramento da reconciliação, confessando-se com regularidade e sendo ministros generosos para quem o pedir.
Múnus regendi: “É preciso buscar a execução de uma boa metodologia missionária”. Neste âmbito, os pastores devem pensar a preparação e a organização pastoral nas comunidades eclesiais e paróquias, servindo-se da experiência bimilenar da Igreja e dos novos recursos à disposição. Uma vez que a missão é permanente na Igreja, todos, especialmente os imbuídos de ofício pastoral, devem procurar os meios necessários para dinamizar e otimizar a práxis missionário-pastoral.
Finalmente, o documento destaca “que todos os presbíteros devem receber uma formação missionária específica e cuidadosa. Esta formação deve ter início já no seminário, sobretudo mediante a direção espiritual e um estudo cuidadoso e aprofundado do sacramento da Ordem”, entretanto, “aos presbíteros já ordenados muito beneficiará, e pode-se até tornar necessária, a formação missionária, integrada no programa de formação permanente”. Dada a urgência, pede que cada Bispo e Superior tome as medidas necessárias para dar início a uma renovada e estimulada espiritualidade em seus presbíteros.  

Colaborou nesta edição o Seminarista do Ano Pastoral: Gian Paulo Ruzzi, a quem agradecemos de coração por ter se empenhado em resumir esta carta.

Assembleia da Pastoral Vocacional do Regional Sul 1 da CNBB.

Nos dias 25,26 e 27 de Março aconteceu em Aparecida a Assembleia da Pastoral Vocacional do Regional Sul 1 da CNBB.

O SAV (Serviço de Animação Vocacional ) do Regional Sul I da CNBB, realizou no último final de semana, 25, 26 e 27 de março no Seminário Redentorista Santo Afonso em  Aparecida-SP, a  XXXIII Assembléia do SAV/PV do Regional Sul 1 – CNBB , cujo objetivo foi o estudo do Documento Conclusivo do 3º Congresso Vocacional do Brasil, realizado de 03 a 07 de setembro de 2010. A nossa Diocese de Campo Limpo foi representada pelo . Pe. Lidionor Reitor de Seminário Nossa Senhora Aparecida no Taboão da Serra,  pela irmã Terezinha das Irmãs do Cenáculo. E pela psicóloga Isaura Maria.

Padre Gilson Luis Maia, rcj, mostrou-nos a  importância do marco operacional: Ver, Julgar e agir, sendo que é no “agir” que se consolida a identidade do (a) animador (a) vocacional, além de apontar outras características importantes que devem estar presentes no  perfil do animador vocacional como:  A  Espiritualidade  de intimidade com o Senhor  e mariana. Ver com os olhos do Pai ( Mt 9,36 ), julgar a luz do Evangelho e agir de acordo com a vontade do Espírito Santo;  O Compromisso que tem como objetivo organizar uma Igreja em estado de missão. Dentro da perspectiva da missão, a pastoral vocacional é fruto de uma pastoral de conjunto ( Doc. Aparecida nº 314),  daí a importância do planejamento  e da articulação da Pastoral Vocacional com  as diversas  pastorais existentes na comunidadeA arte do encontro e do diálogo: onde o animador deve promover um itinerário que favoreça o encontro com Deus porque a vocação é expressão da misericórdia do Pai,  é graça.

O religioso enfatiza a importância e a necessidade da SAV-PV oferecer uma atenção especial à “geração Y”. Esta geração tem características próprias, é a geração da tecnologia, do Google, do facebook, do blog, do Orkut, do Messenger. Os jovens gostam da tribo urbana.  Quais são as tribos que se encontra na paróquia? Quais são as características de cada grupo? Somente a partir do conhecimento destas características, é possível formular as estratégias de aproximação e acolhimento, pois, o jovem digital tem sentimentos, tem coração, tem pressa, porém, precisa ser escutado, muitos destes jovens são seminaristas, aspirantes, postulantes. O animador vocacional precisa ter tempo para a escuta, “ser um orelhão”.

Outro ponto  importante de acordo com padre Gilson,  é ressaltar  o valor das diversas vocações, dando uma atenção especial   a vocação matrimonial, a  família, a juventude, a catequese e a liturgia , onde os membros da PV devem se articular nestas áreas auxiliando na  formação  da  identidade vocacional.

A nossa Diocese de Campo Limpo estava bem representada pelos menbros da Pastoral Vocacional, O Pe. Lídio, a Ir. Terezinha e a Isaura.Confira abaixo algumas fotos do Evento:  








quinta-feira, 31 de março de 2011

Aniversários Março!

Já no fim do mês de março, comemoramos no Seminário Nossa Senhora Aparecida, o aniversário dos seminaristas João (27/03) e Jeferson (29/03).
Aos dois nossos parabéns e também nossas orações, que o Senhor confirme a cada dia as suas vocações e lhes dê sempre força para venceer as adversidades do caminho! Feliz aniversário!!!

segunda-feira, 14 de março de 2011

1° ENCONTRO DA PASTORAL VOCACIONAL - 2011

No dia 27 de Fevereiro de 2011, aconteceu o nosso primeiro Encontro Vocacional deste ano. Foi um encontro muito Bom.

Teve como tema : A raiz da Nossa vocação. Esse tema é baseado no livro do Carlos Mesters. O tema foi apresentado pela Ir. Terezinha da Neves Costa, da Congregação de Nossa Senhora do Cenáculo.

Apesar da chuva muito forte , o encontro teve uma ótima participação.

Participaram do encontro os seguintes Vocacionados.

Elenilson e Rogério da Paróquia São Bento. Otávio Augusto e Augusto da Paróquia Maria Mãe da Igreja. Luiz Fernando, da Paróquia Sanat Luzia. Nadson,Charles, Henrique, e Odair José, da Paróquia Senhor dos Passos. Alexandre, da Paróquia São José Operário - CL. Jose Ribeiro da Paróquia Santo Antônio dos Barnabés, Wesley Michael da Paróquia santa Paulina. Wesley Paixão e José Nilton, da Paróquia São Sebasrtião-CL. Danilo e Humberto, da Paróquia Santa Terzinha-TS. Rafael Camilo, da Paróquia São Sebastião- MG. Lucas Leite e Kauê de Oliveira, da Paróquia São Pedro Apóstolo-TS, e Wellington, da Paróquia Verbo Divino.

Que o nosso bom Deus abençoe a caminhada vocacional de cada um.

Aguardamos todos para o próximo encontro que será no dia 27 de Março às 15 horas.

Se você Jovem perdeu esse encontro e quer participar dos próximos seja bem-vindo, entre em contato conosco pelo e-mail: savpv@diocesedecampolimpo.org.br

Veja abaixo algumas fotos desse encontro.

Um abraço a todos e até lá.

Pela Pastoral Vocacional

Pe. Lídio e Pe. Juarês Martins.
 

sexta-feira, 4 de março de 2011

Aniversário

                                      
No dia primeiro de março celebramos o
aniversário do nosso irmão seminarista
Dennis Leme Paulo

Que Deus o abençoe
e a Virgem Maria lhe proteja juntos com seus anjos!

quinta-feira, 3 de março de 2011

Filme - O Ritual

Ontem os seminaristas de Filosofia da Casa Nossa Senhora Aparecida trocaram o tradicional futebol das quartas-feiras por uma boa sessão de cinema.
Junto de nosso reitor, Pe. Lidio, assistimos ao filme Ritual - que mais do que um filme de terror, como se supõe pelo trailler, ou que uma história de exorcismo, como realmente é, trata da vocação de um seminarista.

No filme o cético seminarista Michael Kovak (Colin O'Donoghue) pede dispensa do seminário logo após a sua ordenação diaconal, já descrente de sua fé. Relutante ele é convencido a frequentar um curso de exorcismo no Vaticano, como condição para que que sua dispensa seja concedida. A partir de então, Michael vive uma experiência de redescoberta e reencontro consigo mesmo e com a sua fé. Sua vida muda, sobretudo, quando encontra-se com o o ortodoxo Pe. Lucas (Anthony Hopkins), que o conduz por meio de caminhos obscuros ao reencontro com a Luz Divina.
Ficamos todos muitos satisfeitos e deixamos aqui a nossa indicação!

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Missão na Diocese de Campo Limpo

A nossa diocese de Campo limpo, como tantas outras pelo Brasil e pelo mundo, tem se empenhado para o despertar de vocações missionárias. Estamos trabalhando inicialmente com a idéia de organizar uma missão nas férias com os estudantes. Nas últimas férias, 4 alunos do 2º ano de  Filosofia ( José Nelson, Anderson, Márcio Melo e William Paraíso) já fizeram essa experiência, indo em missão juntos com um grupo de leigos e religiosas, na diocese de Presidente Prudente, divisa de São Paulo e Mato Grosso do Sul.

Para as próximas férias queremos dar um vôo mais alto.

                       Que Maria Missionária nos ajude. Amém!

                  Pe. Juarês

                     Reitor do Seminário de teologia

Veja abaixo um relato de uma experiência que tem acontecido na Diocese de Santarém no Pará:

Dom Esmeraldo fala sobre experiência missionária na diocese de Santarém 

Em entrevista a assessoria de imprensa da CNBB, o bispo diocesano de Santarém (PA), dom Esmeraldo Barreto de Farias, falou sobre a 4ª Experiência Missionária, que aconteceu na Área Pastoral de Santa Maria do Uruará, que fica na margem direita do Rio Amazonas, na direção Santarém-Belém, entre os dias 17 de dezembro de 2010 e 22 de janeiro de 2011.

O evento anual contou com a participação de 64 missionários, sendo 47 seminaristas das dioceses de Vacaria e Caxias (RS), Tubarão (PR), Cidade do Goiás (GO), Barretos, São João da Boa Vista e Taubaté (SP), Nova Iguaçu (RJ), Afogados da Ingazeira e Nazaré da Mata (PE), Caicó (RN), prelazia do Xingu (PA) e Santarém.

Dividido em duas etapas, a primeira aconteceu entre 18 de dezembro e 3 de janeiro e compreendeu a preparação inicial que incluiu o retiro orientado  pelo bispo da Cidade de Goiás (GO), dom Eugênio Rixen, a escuta de animadores que falaram sobre a realidade local, o período de visitas às casas da mini-área de Boa Vista do Cuçari e avaliação das atividades dessa etapa.

Já a segunda aconteceu de 4 a 22 de janeiro. Houve dois dias para a escuta da realidade sócio-eclesial da Área Pastoral de Santa Maria. Essa etapa contou com a participação dos missionários do Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Brasília e Minas.

Para dom Esmeraldo, a experiência missionária é uma forma encontrada pela diocese de Santarém, com base na Palavra de Deus, de participar da vida da comunidade e levar o espírito missionário da Igreja adiante. “A experiência missionária parte do princípio de que não são suficientes somente os estudos, mas, mais do que isso, é indispensável a reflexão, o aprofundamento e a experiência concreta da missionariedade. Essa experiência é fundamentada na Palavra de Deus que dá motivo ao missionário para que crie forças e entre na vida das comunidades para encontrar  Deus na vida das pessoas”, pontuou.

Dom Esmeraldo destacou ainda que foi valioso ouvir de seminaristas que a experiência foi importante para aprender a conviver, ouvir o próximo e trabalhar em conjunto. “Vários seminaristas disseram que estavam lá para aprender a se despojar e a se entregar totalmente à causa da missão”, lembrou.

“A reação das comunidades é única durante os 40 dias de experiência missionária”, disse  ainda dom Esmeraldo. Ele lembrou que ao receber os missionários, as comunidades “vibram”, pois há lugares que o padre é recebido uma, duas ou três vezes no ano. “Quando veem os missionários que chegam, que vão de casa em casa, que escutam a história de suas vidas, as pessoas ficam encantadas, não só com os missionários de fora, mas também ficam se perguntando ‘e nós que estamos aqui, o precisamos fazer para sermos missionários na realidade da nossa comunidade? ’”.

Para a assessora da Comissão Episcopal Pastoral para a Amazônia, irmã Maria Irene Lopes, que também participou da missão, a experiência é um trabalho que merece ser conhecido e vivido pelas pessoas. Ela disse que a riqueza da experiência é valiosa tanto para as comunidades como para os missionários. “É uma experiência única que nos faz entender a vida daquelas pessoas, como vivem em comunidade e como vivenciam a fé. É um valor primoroso para quem mora lá como para quem chega de fora e passa a conhecer aquela realidade totalmente diferente. Me impressionei com a fé que vi naqueles irmãos”, disse a assessora.

A experiência missionária contou ainda com a presença do bispo de Nova Iguaçu (RJ) dom Luciano Bergamin, o secretário executivo do Regional Sul 3 (Rio Grande do Sul) padre Tarcísio Rech; e padres das dioceses de Nova Iguaçu (RJ), Diamantina (MG) e Santarém.

Em 40 dias foram visitadas 33 comunidades e 4 mil famílias.


domingo, 20 de fevereiro de 2011

Ano Sacerdotal - Pe. Manoel Viana

Hoje no Seminário Nossa Senhora Aparecida, recebemos a visita do Pe. Manoel Corrêa Viana, pároco da Paróquia Santa Suzana, na forania Morumbi sua paróquia tem em seu território o Estádio do Morumbi onde temos uma capela dedicada São Paulo Apóstolo. Padre Manoel foi reitor do seminário Nossa Senhora Aparecida por vários anos, e tem como função diocesana coordenador do Conselho Diocesano de Formação e faz parte do Colégio de Consultores de nossa Diocese.

Ele nos falou em sua homilia da necessidade de sermos evangelhos vivos, sendo SAL DA TERRA, e LUZ DO MUNDO. Nos alertou sobre a realidade da Igreja nos dias de hoje e que nós precisamos viver o evangelho para que o Mundo saiba quem é Jesus Cristo e não simplesmente ficar repetindo palavras.

Fez uma reflexão sobre o nosso chamado, falou que devemos nos doar 100%, uma entrega total e não parcial. A igreja conta e precisa que todos os seus sacerdotes se doem completamente para que a felicidade seja plena, e que neste ano sacerdotal que se encerra possamos nos comprometer de continuar a rezar por todos aqueles que ainda não se doam completamente e por aqueles que são EVANGELHOS VIVOS nas comunidades espalhadas pelo mundo.

Encerrou dizendo sobre o PODER de VIDA que nós temos, lembrando do evangelho de domingo quando Jesus Ressuscita o Filho da viúva de Nain, é preciso que façamos como o Cristo que ordenou que aquele jovem levantasse, e assim resume nossa vocação e missão de batizados que somos. De ressuscitar os mortos! MORTOS VIVOS que estão mortos para Deus, para a vida de oração, mortos que se esqueceram de ter uma VIDA verdadeira ao lado do Senhor.

Agradecemos a presença do Padre Manoel !
Deus abençoe seu ministério!