domingo, 20 de fevereiro de 2011

Ano Sacerdotal - Pe. Manoel Viana

Hoje no Seminário Nossa Senhora Aparecida, recebemos a visita do Pe. Manoel Corrêa Viana, pároco da Paróquia Santa Suzana, na forania Morumbi sua paróquia tem em seu território o Estádio do Morumbi onde temos uma capela dedicada São Paulo Apóstolo. Padre Manoel foi reitor do seminário Nossa Senhora Aparecida por vários anos, e tem como função diocesana coordenador do Conselho Diocesano de Formação e faz parte do Colégio de Consultores de nossa Diocese.

Ele nos falou em sua homilia da necessidade de sermos evangelhos vivos, sendo SAL DA TERRA, e LUZ DO MUNDO. Nos alertou sobre a realidade da Igreja nos dias de hoje e que nós precisamos viver o evangelho para que o Mundo saiba quem é Jesus Cristo e não simplesmente ficar repetindo palavras.

Fez uma reflexão sobre o nosso chamado, falou que devemos nos doar 100%, uma entrega total e não parcial. A igreja conta e precisa que todos os seus sacerdotes se doem completamente para que a felicidade seja plena, e que neste ano sacerdotal que se encerra possamos nos comprometer de continuar a rezar por todos aqueles que ainda não se doam completamente e por aqueles que são EVANGELHOS VIVOS nas comunidades espalhadas pelo mundo.

Encerrou dizendo sobre o PODER de VIDA que nós temos, lembrando do evangelho de domingo quando Jesus Ressuscita o Filho da viúva de Nain, é preciso que façamos como o Cristo que ordenou que aquele jovem levantasse, e assim resume nossa vocação e missão de batizados que somos. De ressuscitar os mortos! MORTOS VIVOS que estão mortos para Deus, para a vida de oração, mortos que se esqueceram de ter uma VIDA verdadeira ao lado do Senhor.

Agradecemos a presença do Padre Manoel !
Deus abençoe seu ministério!









sábado, 19 de fevereiro de 2011

A Vida veio

A vida veio

A vida ficou

A vida foi

Foi buscar

A vida perdida

Que um dia ficara esquecida

A vida ida

Estava contida

De vida sentida

A vida doída

O cansaço da lida

A vida ferida

A vida distraída

Se esquece da vida

Que mesmo sofrida

Valeu ser vivida

( Pe. Juarês )



Mesmo quando tudo pede

Um pouco mais de calma

Até quando o corpo pede

Um pouco mais de alma

A vida não para...

Enquanto o tempo

Acelera e pede pressa

Eu me recuso faço hora

Vou na valsa

A vida é tão rara...

Enquanto todo mundo

Espera a cura do mal

E a loucura finge

Que isso tudo é normal

Eu finjo ter paciência...

O mundo vai girando

Cada vez mais veloz

A gente espera do mundo

E o mundo espera de nós

Um pouco mais de paciência...

Será que é tempo

Que lhe falta para perceber?

Será que temos esse tempo

Para perder?

E quem quer saber?

A vida é tão rara

Tão rara...

Mesmo quando tudo pede

Um pouco mais de calma

Até quando o corpo pede

Um pouco mais de alma

eu sei, a vida não para

A vida não para não...

Será que é tempo

Que lhe falta para perceber?

Será que temos esse tempo

Para perder?

E quem quer saber?

A vida é tão rara

Tão rara...

Mesmo quando tudo pede

Um pouco mais de calma

Até quando o corpo pede

Um pouco mais de alma

Eu sei, a vida é tão rara

A vida é tão rara...

A vida é tão rara...

Lenine



 
 









O Adeus dos colegas padres e seminaristas
ao irmão Pe. Paulino Gomes de Castro 
 
 
 
 
 
 
 

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Diocese de Campo Limpo na missão além fronteiras

De 06 a 17 de janeiro deste ano 44 missionários da Diocese de Campo Limpo viajaram rumo ao Distrito de Primavera, cidade de Rosana – SP, a mais ou menos 800 Km da capital, foram realizar uma missão evangelizadora na Paróquia Nossa Senhora Aparecida, Diocese de Presidente Prudente.

Entre eles (missionários), estavam presentes 4 seminaristas da filosofia (Anderson Xavier, José Nelson, Márcio Carvalho e William Ramos) e 1 propedêuta (Rodrigo Amorim). O objetivo da missão era evangelizar, levando alegria e vontade de servir com o testemunho de vida de cada um e a disponibilidade baseado no Evangelho de Lucas 5, 1-11 “Avançai para águas mais profundas”. Foram realizadas visitas a todas as famílias que lá residem independente do credo. A paróquia compreende uma área de realidade urbana e rural.

Segundo o relato dos próprios seminaristas, a missão foi fantástica e muito enriquecedora, pois os fortaleceu ainda mais, quanto ao sim que deram ao chamado de Deus “Seguir e servir a Cristo na pessoa do irmão” (Seminaristas Missionários da Diocese de Campo Limpo).
“Ide e anunciai a boa nova a toda humanidade” Mc 16,15

Segue abaixo as fotos desta missão:











sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Papa Bento XVI

Benedicto XVI: «La Iglesia necesita sacerdotes bien preparados ligados a Pedro»

«La Iglesia necesita sacerdotes bien preparados», que «busquen la Verdad» y que estén «ligados a Pedro», afirmó hoy el Papa Benedicto XVI, al recibir en audiencia a los sacerdotes que estudian en el Pontificio Instituto Polaco de Roma, institución que celebra estos días su centenario. El Pontífice aludió a la importancia de este Instituto en la vida de la Iglesia y de Polonia. A él están ligados figuras históricas de la talla del cardenal Adam Sapieha, primado polaco durante la difícil ocupación alemana, o la del cardenal Wyszyński, figura destacada del Concilio Vaticano II.



(Zenit/InfoCatólica) Precisamente el cardenal Wyszynski tuvo la oportunidad, durante su estancia en el Instituto, de preparar la celebración del Milenario del Bautismo de Polonia y el histórico Mensaje de reconciliación que los obispos polacos dirigieron a los prelados alemanes, dos acontecimientos históricos para el siglo XX.

Benedicto XVI quiso recordar también la visita a este Instituto del papa Juan Pablo II, en 1980, que “subrayó su gran significado para la Iglesia y para el pueblo polaco”, y también el afecto de Pablo VI hacia esta institución.

Sacerdotes bien preparados

El Papa invitó a los sacerdotes polacos que hoy residen en el Instituto, a sentirse “parte importante de esta historia que hoy requiere también vuestra respuesta personal e incisiva, ofreciendo vuestra contribución generosa”.

“La Iglesia necesita sacerdotes bien preparados, ricos de esa sabiduría que se adquiere en la amistad con el Señor Jesús, acudiendo constantemente a la Mesa eucarística y a la fuente inagotable de su Evangelio”, subrayó el Papa.

Así, invitó a los presentes a apoyarse en la Eucaristía y en la Escritura para “tomar el apoyo continuo y la inspiración necesaria para vuestra vida y vuestro ministerio, para un sincero amor a la Verdad, que hoy estáis llamados a profundizar también a través del estudio y la investigación científica”.

“La búsqueda de la Verdad, para vosotros que como sacerdotes vivís esta peculiar experiencia romana, viene estimulada y enriquecida por la cercanía a la Sede Apostólica, a la que compete un servicio específico y universal a la comunión católica en la verdad y en la caridad”.

Ligados a Pedro

Por ello, “permanecer ligados a Pedro, en el corazón de la Iglesia, significa reconocer, llenos de gratitud, que estáis dentro de una historia de salvación plurisecular y fecunda”, en la que “sois llamados a participar activamente para que, como árbol exuberante, ofrezca siempre sus preciosos frutos”.

El Papa exhortó a los estudiantes del Pontificio Instituto Polaco al amor y a la devoción “a la figura de Pedro”, para “servir generosamente a la comunión de toda la Iglesia católica y de vuestras Iglesias particulares”.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Natal em família

O Natal, ele sempre nos remete à família. Na nossa família sempre damos um jeito de encontrar no Natal, mesmo com as dificuldades, pois as casas são pequenas para comportar tantas pessoas, mas mesmo assim todos sempre se sentem bem quando se encontram.

Neste ano de 2010 Deus foi generoso conosco e foi possível encontrar e receber uma parte da nossa família aqui no espaço do Seminário Nossa Senhora Aparecida em Taboão da Serra.

Foi uma grande alegria, alguns chegaram no dia 24 e outros só puderam vir para o almoço do dia 25. Foi de fato uma bênção.

Veja abaixo a opinião de um dos meus irmãos, o Sinval e veja também algumas fotos.

Pe. Juarês

“ Este natal com certeza foi o mais importante, em nossas vidas, pois conseguimos realmente viver este acontecimento. a casa estava preparada exatamente para este fim, as cores, plantas , toalhas, comidas, capela, quartos enfim todo o ambiente nos davam boas vindas e demonstravam a presença de silêncio, amor e paz. o que muito me chamou a atenção foi o comportamento daqueles que não tem o nosso sangue, chegaram á nossa família ao longo do caminho, por inúmeras razões, são os namorados e namoradas dos sobrinhos e sobrinhas e até filhos destes. pois eles entraram no clima e viveram esta data como nós. posso destacar aqui a importância da programação em nossa vida. quando programamos, a chance de acertar é muito maior. por isso é preciso programar sempre, foi o que fizemos surgiu a idéia em junho e a partir daí fomos fazendo contatos e se ajeitando.

Quero em nome de todos fazer os agradecimentos : a deus por nos proporcionar disponibilidade, saúde e vontade de passar um natal diferente, ao padre Juarês que com seu amor e pacientemente pode nos tolerar e atender a cada um segundo sua necessidade, e a todos que vivenciamos este momento, dividindo os espaços,compartilhando experiências e principalmente relembrando o passado.

Que o Deus de misericórdia e amor esteja presente em nossas vidas sempre, e nos possibilite outras vezes participarmos desta experiência.

Sinval Neto










confraternização do clero

No dia 20 de dezembro aconteceu a confraternização do clero no sítio Ressaca, vejam algumas as fotos:





Festa de encerramento do ano letivo dos seminários

Final de ano é tempo de fazermos uma retrospectiva e elevarmos nossa gratidão a Deus, Senhor da messe, por todos os desafios e graças proporcionadas, durante o percurso deste ano, que nos amadurece, e faz com que se consolide nossa vocação. Tudo que vivemos durante este ano de 2010, nossas experiências, vivências junto ao povo de Deus, são motivos de ação de graças.

Para expressar todo o sentimento de gratidão para com Deus, nós dos seminários: São José ( Itapecerica da Serra) e Nossa Senhora Aparecida (Taboão da Serra) nos reunimos na tarde do dia 10/12/2010, no seminário São José, para um momento de confraternização, onde iniciamos com um almoço, com a presença de nosso Bispo Dom Luiz, dos nosso reitores: Padre Alexandre Matias, Padre Juarês e Padre Lidionor Sampaio, também os padres responsáveis pela formação em nossa diocese e também nossos formadores que nos acompanham em nossos estágios pastorais.

Após este almoço, nos reunimos com nosso bispo, o qual apresentou a cada seminarista sua paróquia para o estágio pastoral referente ao ano de 2011/2012, além de nos orientar a respeito de nosso retorno deste período de férias, e nos deixou livre para esclarecer nossas dúvidas. Esta reunião se iniciou, primeiramente, com os seminaristas do 4º ano teologia, seguida pela reunião com os seminaristas do 2º ano de teologia e por fim com os seminaristas da filosofia. Após estes momentos, seguimos para o ápice desta tarde de comemoração que foi a santa missa presidida pelo nosso bispo e concelebrada pelos padres: Alexandre Matias, Juarês, Gabriel lirit cmv e Miguel . Nesta santa missa, tivemos a oportunidade de elevarmos a Deus toda nossa gratidão. Foi também rezada na intenção de todo o povo nossa diocese de Campo Limpo.

Não podemos deixar de evidenciar e agradecer a todo povo de Deus presente em nossas paróquias, que tanto nos ajudam em nossa caminhada, pois somos tirados do meio deles para futuramente, com a graça de Deus, voltarmos para eles num desejo único, que é o de servir.

Gratidão também aos nossos diretores espirituais que nos orientam e confirmam nossa vocação. “Bendito seja o Senhor cada dia! Ele cuida de nós: é o nosso Deus Salvador” (salmo 68,20).

Enfim, queremos desejar à todos um natal cheio da presença do Menino Deus, que nasce em nosso corações, e um ano novo repleto de fé, esperança e amor. São os desejos de nossos seminários a todos aqueles que neste ano de 2010 rezaram conosco e que, sobretudo, contribuíram na formação sacerdotal em nossa diocese.

Seminarista Marcio Melo ( 2º ano de Filossofia)








Lazer na casa de formação Nossa Senhora Aparecida

A partir de agora os nossos seminaristas terão uma opção de lazer a mais, veja as fotos. 







quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Aniversariantes Novembro!

Neste mês, no Propedêutico, cantamos parabéns para:

Filipe, da Paróquia Santuário São José Operário, que completou mais um ano de vida no dia 10


Wallace, da Paróquia Nossa Senhora Aparecida - Monte Kemel, que fez aniversário no dia 27, mas cortou seu bolo no dia 26, sexta-feira.
Aos dois desejamos muitas felicidades e graças em suas vidas e sobretudo nessa caminhada de formação. Que o Senhor os acompanhe sempre e os ilumine a cada passo. Parabéns!

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Que juízo fazer sobre as recentes declarações do Papa a respeito dos preservativos?

Que juízo fazer sobre as recentes declarações do Papa a respeito dos preservativos?





Por: Gian Paulo Ruzzi.


No dia 20 de novembro vários veículos de comunicação publicaram manchetes bombásticas do tipo “Uso de preservativo pode ser justificado, diz Papa”; “Papa diz aceitar uso de preservativo 'em certos casos'”; “Papa admite pela primeira vez uso da camisinha 'em certos casos'”; etc. Naturalmente, as supostas alegações do Sumo Pontífice suscitaram as mais calorosas e contraditórias reações e, como costuma acontecer quando se trata de declarações do Papa, poucas pessoas realmente se dão trabalho de ler o que de fato foi dito.

A polêmica partiu de extratos do livro-entrevista Light of the World: The Pope, the Church and the Signs of the Times (Luz do Mundo: O Papa, a Igreja e os Sinais do Tempo), que será lançado dia 23 na Alemanha, com o jornalista Peter Seewald. O autor tem ainda em seu currículo outros dois volumes de entrevistas com o então Card. Ratzinger: ‘Sal da Terra’ e ‘Deus e o mundo’ de 1997 e 2001, respectivamente.

Deixo a seguir o trecho em questão disponível no site Fratres in Unun. Em seguida, apesar de minhas limitações, farei algumas reflexões e esclarecimentos que me parecem convenientes. Desde já peço perdão pelas falhas no Português e, eventualmente, alguma inconsistência na teologia.



“Em África, Vossa Santidade afirmou que a doutrina tradicional da Igreja tinha revelado ser o caminho mais seguro para conter a propagação da SIDA/AIDS. Os críticos, provenientes também da Igreja, dizem, pelo contrário, que é uma loucura proibir a utilização de preservativos a uma população ameaçada pela SIDA/AIDS.”



«Em termos jornalísticos, a viagem a África foi totalmente ofuscada por uma única frase. Perguntaram-me porque é que, no domínio da SIDA/AIDS, a Igreja Católica assume uma posição irrealista e sem efeito – uma pergunta que considerei realmente provocatória, porque ela faz mais do que todos os outros. E mantenho o que disse. Faz mais porque é a única instituição que está muito próxima e muito concretamente junto das pessoas, agindo preventivamente, educando, ajudando, aconselhando, acompanhando. Faz mais porque trata como mais ninguém tantos doentes com sida e, em especial, crianças doentes com sida. Pude visitar uma dessas unidades hospitalares e falar com os doentes.

Essa foi a verdadeira resposta: a Igreja faz mais do que os outros porque não se limita a falar da tribuna que é o jornal, mas ajuda as irmãs e os irmãos no terreno. Não tinha, nesse contexto, dado a minha opinião em geral quanto à questão dos preservativos, mas apenas dito – e foi isso que provocou um grande escândalo – que não se pode resolver o problema com a distribuição de preservativos. É preciso fazer muito mais. Temos de estar próximos das pessoas, orientá-las, ajudá-las; e isso quer antes, quer depois de uma doença.

Efectivamente, acontece que, onde quer que alguém queira obter preservativos, eles existem. Só que isso, por si só, não resolve o assunto. Tem de se fazer mais. Desenvolveu-se entretanto, precisamente no domínio secular, a chamada teoria ABC, que defende “Abstinence – Be faithful – Condom” (“Abstinência – Fidelidade – Preservativo”), sendo que o preservativo só deve ser entendido como uma alternativa quando os outros dois não resultam. Ou seja, a mera fixação no preservativo significa uma banalização da sexualidade, e é precisamente esse o motivo perigoso pelo qual tantas pessoas já não encontram na sexualidade a expressão do seu amor, mas antes e apenas uma espécie de droga que administram a si próprias. É por isso que o combate contra a banalização da sexualidade também faz parte da luta para que ela seja valorizada positivamente e o seu efeito positivo se possa desenvolver no todo do ser pessoa.

Pode haver casos pontuais, justificados, como por exemplo a utilização do preservativo por um prostituto, em que a utilização do preservativo possa ser um primeiro passo para a moralização, uma primeira parcela de responsabilidade para voltar a desenvolver a consciência de que nem tudo é permitido e que não se pode fazer tudo o que se quer. Não é, contudo, a forma apropriada para controlar o mal causado pela infecção por VIH/HIV. Essa tem, realmente, de residir na humanização da sexualidade.»



“Quer isso dizer que, em princípio, a Igreja Católica não é contra a utilização de preservativos?”



«É evidente que ela não a considera uma solução verdadeira e moral. Num ou noutro caso, embora seja utilizado para diminuir o risco de contágio, o preservativo pode ser um primeiro passo na direcção de uma sexualidade vivida de outro modo, mais humana.»



Antes de entrar na problemática da declaração em si, gostaria de salientar algo muito importante: O TEXTO EM QUESTÃO DO SANTO PADRE NÃO CONSTITUI UMA DECLARAÇÃO MAGISTERIEL, PORTANTO NÃO É DOTADA DA PRERROGATIVA DE INFABILIDADE. Trata-se simplesmente de uma opinião pessoal do Papa. Aliás, a ideia destes livros de Peter Seewald é justamente dar a conhecer o pensamento de Joseph Ratzinger ao público em geral. A natureza do conteúdo destes escritos, ou mesmo das publicações do Papa como teólogo, é completamente distinta de uma posição oficial da Igreja, mais ainda de uma declaração dogmática.

Entretanto, o que foi exposto por Bento XVI é fruto de uma profunda reflexão sobre o tema. Pessoas de boa fé, principalmente quem se diz católico, devem evitar juízos temerários e procurar conhecer as motivações do Papa e a lógica interna de seu pensamento.

Faço um parêntesis para manifestar minha profunda decepção com comentários que li em sites de pessoas pretensamente católicas. Muitos deles, até o dia 19 de novembro, viam no Papa Bento a resposta de suas súplicas ao Divino Pai Eterno. Acaso ser fiel à Tradição significa adular o Sucessor de Pedro enquanto ele concorda com minhas convicções e rechaçá-lo ou criticá-lo sem um mínimo de caridade quando alguma coisa escapa ao meu entendimento ou ultrapassa o limite da minha inteligência – no caso, mera capacidade de interpretar textos?

Retomando. Em 2006 foi encaminhado para Congregação para a Doutrina da Fé um documento sobre o uso da camisinha na luta contra a AIDS. Este documento foi encomendado pelo próprio Bento XVI ao Card. Javier Lozano Barragán, presidente do Conselho Pontifício para a Pastoral da Saúde. O texto não continha nenhuma reflexão moral ou teológica, apenas dados e estatísticas de ordem sanitária.

Em 2009, quando o Papa esteve na África, afirmou que a mera distribuição de preservativos não ajudaria a controlar a epidemia de AIDS naquele continente, pelo contrário, poderia agravar o problema. De fato, é plausível afirmar que os métodos anticoncepcionais e, mais tarde, os preventores das DST são, provavelmente, o principal catalizador da revolução sexual de meados dos anos 1960 e início dos anos 1970. Enfim, a percepção do Santo Padre é que distribuir preservativos, dentro de um contexto sociocultural que desvincula o binómio sexo-amor, ou seja, sexo-responsabilidade pelo outro, pode incentivar um comportamento sexual irresponsável. Segundo suas palavras: “a mera fixação no preservativo significa uma banalização da sexualidade, e é precisamente esse o motivo perigoso pelo qual tantas pessoas já não encontram na sexualidade a expressão do seu amor, mas antes e apenas uma espécie de droga que administram a si próprias”.

Na época, o Papa foi massacrado por todos os lados simplesmente por dizer o óbvio: somente distribuir camisinhas não resolve o problema da AIDS! Hans Küng, oportunista e rancoroso como sempre, chegou a dizer que Bento XVI ficará na história como um dos responsáveis pela propagação da AIDS na África e morte de milhões de pessoas.

Entrando no problema propriamente dito: a resposta da segunda pergunta de Peter Seewald, ou seja, de que “é evidente que ela não a considera – a utilização de preservativos – uma solução verdadeira e moral” deixa bastante claro que, da parte do Papa, não existe nenhuma mudança no juízo moral que a Igreja faz tanto dos anticoncepcionais como dos preservativos. O padre Federico Lombardi S.J., diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, esclarece: “o Papa não reforma ou muda o ensinamento da Igreja, mas o reafirma, colocando-se na perspectiva do valor e da dignidade da sexualidade humana, como expressão de amor e responsabilidade”.

Os princípios postos por Paulo VI na Humanae Vitae têm validade perene: “É de excluir (...), como o Magistério da Igreja repetidamente declarou, a esterilização direta, quer perpétua quer temporária, tanto do homem como da mulher. É, ainda, de excluir toda a ação que, ou em previsão do ato conjugal, ou durante a sua realização, ou também durante o desenvolvimento das suas consequências naturais, se proponha, como fim ou como meio, tornar impossível a procriação” (HV 14).

A grande confusão que muitos fazem, por limitação ou por malícia, é falsear o discurso do Magistério de modo que pareça com algo semelhante a ‘faça sexo, apenas não use camisinha, por que camisinha é pecado’. Ora essa! Quem reduz o ato sexual à sua dimensão unitiva reduze-o, na verdade, à dimensão meramente egoística e já vive à margem da compreensão que a Igreja tem da sexualidade humana!

A proibição Magisterial do uso de anticoncepcionais é derivada – ou seja, secundária – da antropologia cristã que não identifica sexualidade apenas com genitalidade, mas a entende como elemento constitutivo da identidade da pessoa, como complementariedade e comunhão, como amor fecundo e abertura à vida.

Alguém poderia propor: quem não entende ou não concorda com estes princípios está dispensado da proibição em relação à anticoncepção? Um ‘raciocínio’ como este é simplesmente um atentado à razão humana! Quem rejeita o antecedente, rejeita também o consequente! Quem rejeita de forma contumaz os princípios fundamentais da moral sexual cristã já se auto exclui, ao menos parcialmente, da comunhão de fé da Igreja – note-se bem que eu não disse exclusão da Igreja.

Mas, e a justificativa que o Papa enxerga em casos como os de prostitutas, como entender? Não se trata aqui de uma exceção à regra. Quem se prostitui, independentemente de grau de culpabilidade que tenha, já não vive – como é evidente de se notar – o que o católico entende por sexualidade plenamente humana.

A declaração de Bento XVI se fundamenta em um princípio geral da moral: “um mal que realmente está aí não se pode combater à custa de uma desgraça ainda maior” (DZ 4453). O que poderá estar em jogo no intercâmbio sexual com garotas ou garotos de programa – além da real dimensão da sexualidade que já está comprometida pelo ato em si – será a vida de ambas as pessoas.

A afirmação do Papa é uma questão de bom senso! Entretanto, sua genialidade e magnanimidade conseguem vislumbrar ainda a possibilidade de “um primeiro passo para a moralização, uma primeira parcela de responsabilidade para voltar a desenvolver a consciência de que nem tudo é permitido e que não se pode fazer tudo o que se quer”.

Quem interpreta as palavras do Santo Padre como uma possível revisão da moral da Igreja – tanto os que veem algo de positivo em qualquer mudança nesse sentido, como Michel Sidibé, diretor do programa Unaids criado pela ONU para combater a propagação do vírus da AIDS, que celebra de modo claramente provocativo a colocação do Papa, como seus críticos fariseus que arrotam tradição sem entender a autenticidade da Tradição da Igreja – deixam transparecer seus preconceitos e ignorância sobre o verdadeiro sentido da Moral e da Fé, que é O Amor, que é Deus.


Sem. Gian Paulo Ruzzi.