domingo, 21 de fevereiro de 2010

LEITURA ORANTE NOS SEMINÁRIOS


Qua, 20 de Janeiro de 2010 09:38 cnbb

Com o título “Leitura Orante, nos seminários e casas de formação”, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) apresenta um novo subsídio, elaborado e concebido pelas Comissões Episcopais para a Doutrina da Fé; para os Ministérios Ordenados e Vida Consagrada; a Liturgia e Bíblico-Catequética, para que os seminários e casas de formação disponham e aproveitem desse instrumento de formação que lhes é oferecido.

“A intenção desse novo subsídio é contribuir para uma sólida formação, que tenha por base a Palavra de Deus, acolhida, meditada, rezada e, acuradamente, estudada”, afirma o assessor da Comissão Episcopal para a Doutrina da Fé, da CNBB, padre Wilson Luiz Angotti.

O subsídio tem 86 páginas e apresenta a maneira como Jesus utilizava as Escrituras e como a Igreja também o faz. Em seguida orienta como fazer a Leitura Orante da Bíblia e oferece dez temas, que acompanham o ano litúrgico, para orientar a oração individual e comunitária.

O material pode ser adquirido nas Edições CNBB, pelo telefone (61) 2103-8383, ao preço de 6 R$ o exemplar.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

RETIRO ESPIRITUAL DO SEMINÁRIO DE TEOLOGIA SÃO JOSÉ

"Fidelidade de Cristo, Fidelidade da Igreja”
Vivenciando com toda a igreja o Ano Sacerdotal, os seminaristas do Seminário de Teologia São José foram orientados durante seu retiro espiritual anual a perceber a realidade sacerdotal que almejam abraçar brevemente. Guiados pelo reitor do seminário da Diocese de Franca, e Presidente da OSIB (Organização dos Seminários do Brasil) no regional Sul 1, Pe. Devair Araújo da Fonseca conduziu os jovens à reflexão na proposta de silêncio e encontro pessoal com Deus, e a partir de momentos de meditação e partilha coletiva da Palavra; levassem a um profundo pensar sobre a questão sacerdotal, enfatizando o sacerdote como homem de palavra, homem da palavra e homem palavra. Ainda ressaltou a necessidade de fortalecimento espiritual contínuo, principalmente por meio da Sagrada Eucaristia, fonte e ápice de nossa fé, e de modelos do sacerdócio, como a própria Virgem Maria Santíssima, o Santo Cura d’Ars, entre outros.
O retiro aconteceu ao longo de cinco dias na Casa de Encontros Emaús, em Itapecerica da Serra/SP, num ambiente propício a este encontro pessoal com Deus, já que a casa conta com uma estrutura privilegiada, com muito verde e áreas para deserto. Para o grupo composto por 10 jovens que cursam o último ano de teologia foi sem dúvida um momento para recarregar as forças a fim de enfrentar esta última etapa de estudos, rumo ao sacerdócio, fundados e firmados na oração.

Campeonato de Futebol - Clericus Cup

No Vaticano os Orionitas estão disputando o campeonato de futebol da Clericus Cup. No ultimo dia 19 de fevereiro, em Roma, iniciou a terceira edição do campeonato de futebol do Vaticano, reservado a sacerdotes e seminaristas.




Seminaristas competem na “Clericus Cup”

Quarta edição do campeonato internacional de futebol

CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010 (ZENIT.org).- Nesta semana, seminaristas do mundo inteiro competirão em um campeonato de futebol conhecido como Clericus Cup.
Apenas alguns meses antes da Copa do Mundo, que começará no dia 11 de junho, na África do Sul, a Igreja Católica realiza seu campeonato.
O evento anual, patrocinado pela Santa Sé e organizado pelo Centro Sportivo Italiano, foi inaugurado ontem no pátio da Sala Paulo VI.
O presidente do centro, Massimo Achini, fez a apresentação, junto com o consultor eclesiástico do centro, Dom Claudio Paganini, também presidente da Clericus Cup.
Neste ano se comemora a quarta edição deste encontro, que reunirá seminaristas e alguns sacerdotes de 16 escolas de Roma.
Os jogadores, que procedem de vários países do mundo e estão estudando em Roma, começarão as partidas neste sábado, no Oratório de São Pedro.
A primeira edição foi em 2007 e o campeão foi o Redemptoris Mater, que também ganhou em 2009.
Esta escola também foi finalista em 2008, mas no final acabou perdendo de 2x1 para o Mater Ecclesiae.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Sexta feira = Pastoral

Os nossos seminaristas iniciam as sextas-feiras um estágio pastoral nas paróquias de nossa diocese, onde cada um auxilia os padres e as comunidades nos vários serviços no final de semana, e todos devem retornar ao seminário no domingo a noite.
Saindo para o estágio pastoral, olha que ALEGRIA...

Hoje vai ser uma festa...

Hoje em nosso seminário de Nossa Senhora Aparecida, celebramos o aniversário do Seminarista Tiago e aproveitamos para parabenizar o Mauro e Rodrigo que fizeram aniversario no mês de Janeiro.


Que nosso Amado Deus da Vida possa conceder muitos anos de vida a esses seus filhos, e iluminando seus caminhos para sempre trilharem os caminhos do Senhor.

Que Maria a mãe de Aparecida possa proteger e tomar em seus braços esses nossos seminaristas que a cada dia dão um sim ao Senhor da Vida...


Parabéns

TIAGO, MAURO E RODRIGO
DEUS ABENÇÕE


Encontros Vocacionais Diocesanos - SAV PV




NÍVEL I

Os nossos encontros vocacionais tem dois níveis o primeiro nível que chamamos Nível I, é tanto para rapazes quanto para moças, que querem ajuda para iniciarem um discernimento vocacional, não só visando ser padre ou freira mas também apresentar os vários meios de servir a Deus, esses encontros acontecem todo o quarto domingo de cada mês no Centro Catequético e Vocacional, sempre às 15h00.



Qualquer dúvida ou interesse entre em contato conosco pelo email:
savpv@diocesedecampolimpo.org.br - E se apresente ao serviço de animação vocacional que entraremos em contato.
PRÓXIMO ENCONTRO DO NÍVEL I SERÁ DIA 14 DE MARÇO ÀS 15:00 - NO CENTRO CATEQUÉTICO E VOCACIONAL.
ESPERAMOS POR VOCÊ!




NÍVEL II



Temos um outro momento de encontro vocacional que chamamos Nível II, esse encontro é direcionado a rapazes que já estão concluindo ou terminaram o ensino médio, e sentem no coração um chamado mais profundo ao sacerdócio, neste encontro vamos ajudar a dar os primeiros passos para consolidar essa resposta ao chamado do Senhor.


Os nossos encontros acontecem sempre no Segundo Domingo de cada Mês no Centro Catequético e Vocacional às 15h00. Venha fazer o caminho com o Senhor que Chama e conta com nossa resposta de amor!

O NOSSO PRÓXIMO ENCONTRO SERÁ DIA 14 DE MARÇO ÀS 15h00 - No Centro Catequético e Vocacional.

Qualquer dúvida entre em contato conosco para assim podermos ajudar melhor.


Eis me aqui Senhor!

SAV-PV - DIOCESE DE CAMPO LIMPO
Pe. Juarês Martins e equipe.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Papa aos seminaristas


"Cristianismo não é moralismo", afirma o Papa a seminaristas

Bento XVI: ''O orar, diante dos olhos de Deus, torna-se um processo de purificação de nossos pensamentos''Já é tradição que, todos os anos, o Papa visite o Pontifício Seminário Romano Maior por ocasião da Festa de Nossa Senhora da Confiança, padroeira da instituição.
Neste ano, Bento XVI encontrou-se com cerca de 190 seminaristas, não somente do Seminário Romano Maior, mas também do Seminário Romano Menor, do Almo Colégio Caprânica, do Colégio Diocesano Redemptoris Mater e do Seminário de Nossa Senhora do Divino Amor.

"Não somos nós que temos de produzir o grande fruto; o Cristianismo não é um moralismo, não somos nós que devemos fazer o que Deus espera do mundo, mas devemos, antes de tudo, entrar neste mistério ontológico: Deus se dá a Si mesmo. Seu ser, seu amar precede as nossas ações e, no contexto de seu Corpo, no contexto de estar n'Ele, identificarmo-nos com Ele, sermos cobertos por seu Sangue, possamos também nós agir com Cristo", salientou o Pontífice na capela do Seminário.
Bento XVI conduziu uma lectio divina a partir do capítulo 15 do Evangelho de São João, que contém a Parábola da Videira. O encontro aconteceu na última sexta-feira, 12, e o Papa expressou a alegria de ver que a Igreja vive.
"Permanecer no Senhor é fundamental como o primeiro tema deste trecho. Permanecer: onde? No amor, no amor de Cristo, no ser amado e no amar o Senhor. Todo o Capítulo 15 concretiza o local da nossa permanência, porque os primeiros oito versículos expõem e apresentam a parábola da videira: 'Eu sou a videira; vós, os ramos'", destacou.
O Senhor elegeu um povo para encontrar a resposta de seu amor. Através deste povo, desejaria entrar em uma relação de amor com o mundo. Diante da infidelidade, Deus não desiste.
"Deus encontra uma nova maneira para chegar até um amor gratuito, irrevogável, ao fruto desse amor, à uva verdadeira: Deus se faz homem, e assim Ele próprio se torna a raiz da videira, Ele torna-se a própria videira e, assim, a videira se torna indestrutível. Este povo de Deus não pode ser destruído, porque o próprio Deus entrou, se plantou nesta terra", declarou.
Ser e agir
O Senhor que entrega um novo ser: esse é o grande dom, exclamou Bento XVI.
"O ser precede o agir e deste ser segue o agir, como uma realidade orgânica, para que aquilo que somos, possamos sê-lo também em nossa atividade. Assim, agradeçamos ao Senhor porque nos tirou do puro moralismo; não podemos obedecer a uma lei que está diante de nós, mas devemos agir de acordo com a nossa nova identidade. Assim, já não é mais uma obediência, uma coisa externa, mas uma realização do dom do novo ser".
Ao citar São Tomás de Aquino - "A nova lei é a graça do Espírito Santo" -, o Bispo de Roma explicou: "A nova lei não é um outro comando mais difícil que os outros: a nova lei é um dom, a nova lei é a presença do Espírito Santo que nos foi dado no Sacramento do Batismo, na Confirmação, e nos é dado todos os dias na Santíssima Eucaristia".
Deus visível
A grande novidade, de acordo com o Papa, é que Deus, através de Cristo, se fez conhecer, se mostrou, já não é mais desconhecido, se torna amigo.
Com relação ao dualismo que coloca Deus apenas como uma parte da realidade, Bento XVI questionou:
"Mesmo na teologia, incluindo aquela católica, se difunde atualmente esta tese: Deus não é onipotente. Deste modo, se oferece uma apologia de Deus, que, assim, não seria responsável pelo mal que existe amplamente no mundo. Mas que apologia pobre! Um Deus não onipotende! O mal não está em suas mãos! E como podemos nós confiar neste Deus? Como poderíamos estar seguros no seu amor se esse amor termina onde começa o poder do mal?"
No entanto, no rosto de Cristo crucificado, Deus mostra a verdadeira onipotência.
"Para nós, homens de poder, o poder é sempre idêntico à capacidade de destruir, de fazer o mal. Mas o verdadeiro conceito de onipotência que aparece em Cristo é exatamente o contrário: n'Ele, a verdadeira onipotência é amar até o ponto em que Deus possa sofrer: aqui ele mostra sua verdadeira onipotência, que pode chegar ao ponto de um amor que sofre nós. Assim, vemos que Ele é o verdadeiro Deus e o verdadeiro Deus, que é amor, é poder: o poder do amor. E nós podemos confiar-nos ao seu amor onipotente e viver nele, com este amor onipotente".
Missão e justiça


A seguir, o Papa destacou que a alegria de conhecer a Deus leva ao desejo de comunicá-Lo aos outros, bem como que a missionariedade não é um acessório, mas o dinamismo da própria fé.
Ao revelar o rosto de Deus, Cristo transcende o modelo de justiça vigente.
"a verdadeira justiça não consiste em uma obediência a certas regras, mas é o amor, o amor criativo, em que se encontra a riqueza, a abundância do bem. A abundância é uma das palavras-chave do Novo Testamento, Deus sempre dá a si mesmo em abundância. [...] E quem está unido com Cristo, que é ramo na videira, vive por essa lei, não pergunta: 'Posso agora fazer isso ou não?', 'Devo fazer isso ou não?', mas vive no entusiasmo do amor, que não pergunta: 'isto é ainda necessário, ou proibido', mas, simplesmente, na criatividade do amor, deseja viver com Cristo e por Cristo e dar tudo de si para Ele e, assim, entrar na alegria de produzir frutos".
Oração
A alegria é o Espírito Santo, de tal forma que, de Deus, não se deve pedir qualquer coisa, mas o grande dom que é o próprio Deus, apontou Bento XVI.


"A oração é um caminho, eu diria que uma escada: devemos aprender mais e mais para que coisas podemos rezar e para que coisas não podemos, porque são expressões do nosso egoísmo. [...] O orar, diante dos olhos de Deus, torna-se um processo de purificação de nossos pensamentos, nossos desejos. Como disse o Senhor na parábola da videira: devemos ser podados, purificados, a cada dia; viver com Cristo, em Cristo, permanecer em Cristo, é um processo de purificação, e somente neste processo de lenta purificação, de libertação de nós mesmos e da vontade de ter somente para si, está o caminho verdadeiro da vida, se abre o caminho da alegria".


O Papa concluiu sua meditação pedindo que se reze para que Deus ajude a crescer e permanecer em seu amor.
(fonte: http://www.cancaoonova.com/)

Novos Propedeutas

PROPEDÊUTICO 2010

O padre Lidio novo reitor da casa propedeutica, recebeu os novos candidatos com muita alegria, no seminário Sagrada Família. Esse ano a nossa Diocese de Campo Limpo se alegra com o ingresso de 11 novos propedeutas.


O Propedeutico é a primeira fase da formação onde o jovem depois de preparado pelo serviço de animação vocacional, diz o seu primeiro sim ao Senhor e com a ajuda ainda da pastoral e agora do reitor vão consolidando esse sima cada fase.

Essa será a primeira turma do novo reitor Padre Lidionor que tem apenas 1 ano e 3 meses de sacerdócio, para nós é um bonito testemunho de fidelidade sacerdotal nesse ano dedicado aos sacerdotes. Que Deus esteja sempre nos caminhos dos sacerdotes que estão na formação de nossa diocese para que assim possam sempre colaborar para uma formação a partir do coração de Jesus.


A recepção dos novos propedeutas foi marcada com muita festa e alegria por parte da equipe de Formação do seminário sagrada Família.





Palavras do Reitor a todos os amigos do seminário:



"Queremos louvar e agradecer a Deus pelas novas sementes plantadas em nosso Seminário Diocesano. Bem como agradecer os famliares e pais de cada jovem por gerarem vocações para a Santa Igreja de Nosso Senhor. Que Deus os abençõe nesta caminhada de formação e discernimento.


Pe Lídio
Reitor do Seminário Propedêutico"

ANO SACERDOTAL


MENSAGEM DO SANTO PADRE
PARA O 47º DIA MUNDIAL
DE ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES

(25 DE ABRIL DE 2010 - IV DOMINGO DE PÁSCOA)

Tema: O testemunho suscita vocações.


Veneráveis Irmãos no Episcopado e no Sacerdócio,
Amados Irmãos e Irmãs!

O 47º Dia Mundial de Oração pelas Vocações, que será celebrado no IV Domingo de Páscoa – Domingo do «Bom Pastor» –, a 25 de Abril de 2010, oferece-me a oportunidade de propor à vossa reflexão um tema que quadra bem com o Ano Sacerdotal: O testemunho suscita vocações. De facto, a fecundidade da proposta vocacional depende primariamente da acção gratuita de Deus, mas é favorecida também – como o confirma a experiência pastoral – pela qualidade e riqueza do testemunho pessoal e comunitário de todos aqueles que já responderam ao chamamento do Senhor no ministério sacerdotal e na vida consagrada, pois o seu testemunho pode suscitar noutras pessoas o desejo de, por sua vez, corresponder com generosidade ao apelo de Cristo. Assim, este tema apresenta-se intimamente ligado com a vida e a missão dos sacerdotes e dos consagrados. Por isso, desejo convidar todos aqueles que o Senhor chamou para trabalhar na sua vinha a renovarem a sua fidelidade de resposta, sobretudo neste Ano Sacerdotal que proclamei por ocasião dos 150 anos de falecimento de São João Maria Vianney, o Cura d’Ars, modelo sempre actual de presbítero e pároco.

Já no Antigo Testamento os profetas tinham consciência de que eram chamados a testemunhar com a sua vida aquilo que anunciavam, prontos a enfrentar mesmo a incompreensão, a rejeição, a perseguição. A tarefa, que Deus lhes confiara, envolvia-os completamente, como um «fogo ardente» no coração impossível de conter (cf. Jr 20,9), e, por isso, estavam prontos a entregar ao Senhor não só a voz, mas todos os elementos da sua vida. Na plenitude dos tempos, será Jesus, o enviado do Pai (cf. Jo 5,36), que, através da sua missão, testemunha o amor de Deus por todos os homens sem distinção, com especial atenção pelos últimos, os pecadores, os marginalizados, os pobres. Jesus é a suprema Testemunha de Deus e da sua ânsia de que todos se salvem. Na aurora dos novos tempos, João Baptista, com uma vida gasta inteiramente para preparar o caminho a Cristo, testemunha que, se cumprem, no Filho de Maria de Nazaré, as promessas de Deus. Quando O vê chegar ao rio Jordão, onde estava a baptizar, João indica-O aos seus discípulos como «o cordeiro de Deus, aquele que tira o pecado do mundo» (Jo 1,29). O seu testemunho é tão fecundo que dois dos seus discípulos, «ouvindo o que ele tinha dito, seguiram Jesus» (Jo 1,37).

Também a vocação de Pedro, conforme no-la descreve o evangelista João, passa pelo testemunho de seu irmão André; este, após ter encontrado o Mestre e aceite o seu convite para permanecer com Ele, logo sente necessidade de comunicar a Pedro aquilo que descobriu «permanecendo» junto do Senhor: «“Encontrámos o Messias” (que quer dizer Cristo). E levou-o a Jesus» (Jo 1,41-42). O mesmo aconteceu com Natanael – Bartolomeu –, graças ao testemunho doutro discípulo, Filipe, que cheio de alegria lhe comunica a sua grande descoberta: «Acabámos de encontrar Aquele de quem escreveu Moisés na Lei e que os Profetas anunciaram: é Jesus, o filho de José, de Nazaré» (Jo 1,45). A iniciativa livre e gratuita de Deus cruza-se com a responsabilidade humana daqueles que acolhem o seu convite, e interpela-os para se tornarem, com o próprio testemunho, instrumentos do chamamento divino. O mesmo acontece, ainda hoje, na Igreja: Deus serve-se do testemunho de sacerdotes fiéis à sua missão, para suscitar novas vocações sacerdotais e religiosas para o serviço do seu Povo. Por esta razão, desejo destacar três aspectos da vida do presbítero, que considero essenciais para um testemunho sacerdotal eficaz.

Elemento fundamental e comprovado de toda a vocação ao sacerdócio e à vida consagrada é a amizade com Cristo. Jesus vivia em constante união com o Pai, e isto suscitava nos discípulos o desejo de viverem a mesma experiência, aprendendo d’Ele a comunhão e o diálogo incessante com Deus. Se o sacerdote é o «homem de Deus», que pertence a Deus e ajuda a conhecê-Lo e a amá-Lo, não pode deixar de cultivar uma profunda intimidade com Ele e permanecer no seu amor, reservando tempo para a escuta da sua Palavra. A oração é o primeiro testemunho que suscita vocações. Tal como o apóstolo André comunica ao irmão que conheceu o Mestre, assim também quem quiser ser discípulo e testemunha de Cristo deve tê-Lo «visto» pessoalmente, deve tê-Lo conhecido, deve ter aprendido a amá-Lo e a permanecer com Ele.

Outro aspecto da consagração sacerdotal e da vida religiosa é o dom total de si mesmo a Deus. Escreve o apóstolo João: «Nisto conhecemos o amor: Jesus deu a sua vida por nós, e nós devemos dar a vida pelos nossos irmãos» (1 Jo 3,16). Com estas palavras, os discípulos são convidados a entrar na mesma lógica de Jesus que, ao longo de toda a sua vida, cumpriu a vontade do Pai até à entrega suprema de Si mesmo na cruz. Manifesta-se aqui a misericórdia de Deus em toda a sua plenitude; amor misericordioso que derrotou as trevas do mal, do pecado e da morte. A figura de Jesus que, na Última Ceia, Se levanta da mesa, depõe o manto, pega numa toalha, ata-a à cintura e Se inclina a lavar os pés aos Apóstolos, exprime o sentido de serviço e doação que caracterizou toda a sua vida, por obediência à vontade do Pai (cf. Jo 13,3-15). No seguimento de Jesus, cada pessoa chamada a uma vida de especial consagração deve esforçar-se por testemunhar o dom total de si mesma a Deus. Daqui brota a capacidade para se dar depois àqueles que a Providência lhe confia no ministério pastoral, com dedicação plena, contínua e fiel, e com a alegria de fazer-se companheiro de viagem de muitos irmãos, a fim de que se abram ao encontro com Cristo e a sua Palavra se torne luz para o seu caminho. A história de cada vocação cruza-se quase sempre com o testemunho de um sacerdote que vive jubilosamente a doação de si mesmo aos irmãos por amor do Reino dos Céus. É que a presença e a palavra de um padre são capazes de despertar interrogações e de conduzir mesmo a decisões definitivas (cf. João Paulo II, Exort. ap. pós-sinodal Pastores dabo vobis, 39).

Um terceiro aspecto que, enfim, não pode deixar de caracterizar o sacerdote e a pessoa consagrada é viver a comunhão. Jesus indicou, como sinal distintivo de quem deseja ser seu discípulo, a profunda comunhão no amor: «É por isto que todos saberão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros» (Jo 13,35). De modo particular, o sacerdote deve ser um homem de comunhão, aberto a todos, capaz de fazer caminhar unido todo o rebanho que a bondade do Senhor lhe confiou, ajudando a superar divisões, sanar lacerações, aplanar contrastes e incompreensões, perdoar as ofensas. Em Julho de 2005, no encontro com o Clero de Aosta, afirmei que os jovens, se virem os sacerdotes isolados e tristes, com certeza não se sentirão encorajados a seguir o seu exemplo. Levados a considerar que tal possa ser o futuro de um padre, vêem aumentar a sua hesitação. Torna-se importante, pois, realizar a comunhão de vida, que lhes mostre a beleza de ser sacerdote. Então, o jovem dirá: «Isto pode ser um futuro também para mim, assim pode-se viver» (Insegnamenti, vol. I/2005, 354). O Concílio Vaticano II, referindo-se ao testemunho capaz de suscitar vocações, destaca o exemplo de caridade e de fraterna cooperação que devem oferecer os sacerdotes (cf. Decreto Optatam totius, 2).

Apraz-me recordar o que escreveu o meu venerado predecessor João Paulo II: «A própria vida dos padres, a sua dedicação incondicional ao rebanho de Deus, o seu testemunho de amoroso serviço ao Senhor e à sua Igreja – testemunho assinalado pela opção da cruz acolhida na esperança e na alegria pascal –, a sua concórdia fraterna e o seu zelo pela evangelização do mundo são o primeiro e mais persuasivo factor de fecundidade vocacional» (Pastores dabo vobis, 41). Poder-se-ia afirmar que as vocações sacerdotais nascem do contacto com os sacerdotes, como se fossem uma espécie de património precioso comunicado com a palavra, o exemplo e a existência inteira.

Isto aplica-se também à vida consagrada. A própria existência dos religiosos e religiosas fala do amor de Cristo, quando O seguem com plena fidelidade ao Evangelho e assumem com alegria os seus critérios de discernimento e conduta. Tornam-se «sinais de contradição» para o mundo, cuja lógica frequentemente é inspirada pelo materialismo, o egoísmo e o individualismo. A sua fidelidade e a força do seu testemunho, porque se deixam conquistar por Deus renunciando a si mesmos, continuam a suscitar no ânimo de muitos jovens o desejo de, por sua vez, seguirem Cristo para sempre, de modo generoso e total. Imitar Cristo casto, pobre e obediente e identificar-se com Ele: eis o ideal da vida consagrada, testemunho do primado absoluto de Deus na vida e na história dos homens.

Fiel à sua vocação, cada presbítero, cada consagrado e cada consagrada transmite a alegria de servir Cristo, e convida todos os cristãos a responderem à vocação universal à santidade. Assim, para se promoverem as vocações específicas ao ministério sacerdotal e à vida consagrada, para se tornar mais forte e incisivo o anúncio vocacional, é indispensável o exemplo daqueles que já disseram o próprio «sim» a Deus e ao projecto de vida que Ele tem para cada um. O testemunho pessoal, feito de opções existenciais e concretas, há-de encorajar, por sua vez, os jovens a tomarem decisões empenhativas que envolvem o próprio futuro. Para ajudá-los, é necessária aquela arte do encontro e do diálogo capaz de os iluminar e acompanhar sobretudo através do exemplo de vida abraçada como vocação. Assim fez o Santo Cura d’Ars, que, no contacto permanente com os seus paroquianos, «ensinava sobretudo com o testemunho da vida. Pelo seu exemplo, os fiéis aprendiam a rezar» (Carta de Proclamação do Ano Sacerdotal, 16/06/2009).

Que este Dia Mundial possa oferecer, uma vez mais, preciosa ocasião para muitos jovens reflectirem sobre a própria vocação, abrindo-se a ela com simplicidade, confiança e plena disponibilidade. A Virgem Maria, Mãe da Igreja, guarde o mais pequenino gérmen de vocação no coração daqueles que o Senhor chama a segui-Lo mais de perto; faça com que se torne uma árvore frondosa, carregada de frutos para o bem da Igreja e de toda a humanidade. Por esta intenção rezo, enquanto concedo a todos a Bênção Apostólica.

Vaticano, 13 de Novembro de 2009.


BENEDICTUS PP. XVI

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

RETIRO DO SEMINÁRIO NOSSA SENHORA APARECIDA










Como todos os anos os seminaristas de nossa casa, iniciam suas atividades no seminário com exercícios espirituais, participando do retiro proposto e preparado pelo reitor, esse ano o retiro iniciou-se na capela do seminário com a Santa Missa celebrada pelo Exmo. Dom Luiz Antônio Guedes Bispo diocesano de Campo Limpo, no dia em que a liturgia celebrava a apresentação do menino Jesus dia 02 de fevereiro, o nosso bispo deu a posse de Reitor ao Padre Juares Martins, em seguida, o bispo deu a benção nas velas e todos em procissão entraram na Capela para inicio da Missa.

Logo, depois da Santa Missa todos os seminaristas foram para a casa de retiro Convento Maria Imaculada - Casa Emaus - que fica na cidade de Itapecerica da Serra/SP.

Na primeira noite de Retiro, momento de apresentação do Reitor e dos seminaristas e encerrado com momento de oração. O retiro foi pregado pelo Pe. Lúcio Emer da Paróquia Santa Terezinha do Embu-Guaçu. Durante as palestras o padre Lúcio foi nos conduzindo a uma reflexão pessoal sobre fidelidade ao chamado, a importancia da comunidade e o assumir sua vocação.

Encerramos o retiro com um almoço fraterno e muito alegre, vivendo a alegria dos Cristãos, depois de uma semana de retiro estão todos prontos para o inicio das aulas e atividades do Seminário. Pedimos que Nossa Senhora Aparecida interceda por nós durante todo esse Ano de 2010.